Papa Francisco, Falso Profeta?

É difícil encontrar quem não goste do Papa Francisco. Ele é bonachão, gente boa, humilde, amigo dos pobres, não gosta de riquezas e opulências, não implica com os homossexuais e nem com os abortistas. Dizem até que ele vai andar de fusca, e como se pode ver na foto acima, gosta de coisas simples. Maravilha, não é mesmo?

E se eu lhe disser que o Papa Francisco veio para destruir a igreja católica e blasfemar contra Cristo, você acreditaria? É verdade, e é como católico que eu lhe digo isso.

Francisco é o representante da maçonaria infiltrada na igreja, que finalmente conseguiu eleger o seu papa. É duro dizer, mas o demônio chegou ao papado. Ele é a besta do Apocalipse 13-11 ”que se veste como um cordeiro (símbolo de Cristo), mas fala como um dragão” (blasfema contra Deus).

Você lembra o que Paulo VI disse? “A fumaça de satanás de infiltrou na igreja”. E agora chegou ao seu vértice.

João Paulo I foi assassinado com apenas trinta dias de pontificado, lembra? Tentaram matar João Paulo II logo no início de seu pontificado com um tiro à queima roupa, lembra? E Bento XVI, coitado, foi tão perseguido que acabou tendo que renunciar, como se fosse um incompetente. Escândalos e mais escândalos estouraram em seu pontificado. Até seus documentos pessoais foram roubados, para poder chantageá-lo.

E agora com Francisco não existem mais escândalos sexuais nem financeiros. A mídia, controlada pela maçonaria o está endeusando, fazendo dele um ídolo, um líder inovador, um mito. Reis, rainhas e governantes têm vindo beijar o seu anel, em reverência a “sua santidade”. Que mudança brusca, não é mesmo?

Mas o que deseja Francisco? É simples: a luta entre Deus e o diabo continua. Como o diabo sabe que nada pode contra Deus, passar um tempinho sentado na cadeira de Pedro já está bom, pois de lá ele pode “abrir a boca em blasfêmias contra Deus, para blasfemar o seu nome, o seu tabernáculo e os habitantes do céu” (Apoc. 13-6).

Outra missão de Francisco é facilitar o surgimento do anticristo, pois ele trabalha segundo as ordens deste, pois está sob sua vigilância, como vemos em Apocalipse 13-12. Foi primeiro preciso “ferir o pastor” (Zacarias 13,7), ou seja tirar Bento XVI, para que as ovelhas fossem dispersas (os fies). A partir de agora haverá uma grande confusão e divisão dentro da igreja católica e no mundo todo, e no meio desta confusão surge o anticristo apoiado por Francisco, que aliás já declarou que o microchip (marca da besta) é benéfico para a humanidade, não existindo na Bíblia nada que impeça o seu uso (será que Francisco já leu o Apocalipse alguma vez?)

Outra missão suja de Francisco: promover o aborto e o homossexualismo no mundo. Estes dois pecados são abominações e dão poder à satanás. É por isso que tem dinheiro à vontade para promover parada gay no mundo todo e para praticar o aborto. No Brasil o próprio governo paga o médico para a mulher que queira abortar. Recentemente Francisco afirmou que os católicos são “obcecados” com o aborto e o homossexualismo. Sublimarmente ele disse: “esqueçam aborto e homossexualismo”. Aliás, quando esteve no Brasil Francisco não fez nada para evitar o aborto, cuja lei já estava pronta, e que agora foi assinada por Dilma.

Francisco está usando mensagens sublimares, para blasfemar contra a igreja, para ser mais claro, para avacalhar mesmo com ela.

Quando perguntado pela repórter o que achava do lobby gay dentro do vaticano, Francisco respondeu: “ser gay não tem problema”. E deu uma grande pausa. E depois continuou: “o problema é o lobby gay”.

A mensagem sublimarmente passada: o homossexualismo está liberado. Resultado: explosão do homossexualismo no mundo, tendo sido Francisco eleito o “homem do ano”, pela maior revista gay dos estados unidos. Eu já vi, na missa, vários casais gays se acariciando como se fosse a coisa mais normal do mundo. E ninguém pode falar nada, pois Francisco liberou, mesmo que sublimarmente.

Mas o pior de tudo é que Francisco está atentando contra o sacrifício de Cristo na Cruz. A blasfêmia maior de todas é a de negar o culto devido só a Deus para dá-lo às criaturas e ao próprio satanás.

Cristo derramou seu sangue na cruz para nos salvar. Foi para pagar o pecado de Adão e nos reconduzir ao Pai que Cristo se sacrificou por nós.

Agora, Francisco está anulando o sacrifício de Cristo. Recentemente ele disse: “não é preciso converter ninguém. Ajude o pobre e vá embora”.

Esta afirmação pode parecer bonita e caridosa, porém, ela elimina o sacrifício de Cristo.

Ajudar o pobre, o menor abandonado, o doente, a viúva desamparada e todos aqueles que precisam, é uma conseqüência do amor à Deus. Se amo à Deus, também amo ao meu próximo, e consequentemente o ajudo naquilo que ele precisa. Enquanto esteve na terra, Cristo ajudou intensamente os necessitados. Ajudar ao próximo é uma excelente atitude, que vai ajudar no nosso julgamento diante do Pai, pois “seremos julgados pelas nossas obras” (Rom 2-6).

Mas veja bem, o que salva não é a caridade. Jesus quando enviou os doze apóstolos disse: “Ide ao mundo e pregai o evangelho à toda criatura da terra. Aquele que crer e for batizado, será salvo, mas quem não crer será condenado” (Marcos 16-16).

Cuidado, você pode passar a vida toda fazendo caridade e ir para o inferno.

E é isso que o papa Francisco quer, lhe levar para o inferno. Ele quer tirar Cristo do centro e colocar os pobres, mas pobre não salva ninguém, quem salva é Cristo.

Outra armação pesada de Francisco: “todas as religiões levam a Deus”. Parece bonito não é mesmo? Assim sendo, você pode ir na macumba, que lá você irá encontrar a Deus também.

Mas pense nisto: só Cristo morreu na cruz, logo, o caminho para o céu, é somente através dele. Você já viu algum Buda crucificado? Maomé foi pra cruz? E Alan Kardec, passou por lá? Veja o que disse o próprio Jesus: Eu sou o caminho, a verdade e a vida;ninguém vem ao Pai senão por mim (João 14,6).

Repetindo o que disse Jesus:” Ninguém vem ao pai senão por mim”.

Cuidado: quando Francisco anunciar a criação da igreja ecumênica mundial, unindo todas as religiões, não caia na lábia dele. O que ele quer é lhe afastar de Cristo e levá-lo à Satanás.

Aqui novamente Francisco está querendo lhe levar para o inferno. Siga um caminho diferente ao de Cristo e você vai ver onde vai parar.

Aliás, recentemente Francisco disse que o inferno não existe mais. O que ele quer, é que você não creia mais na existência do inferno, para lhe mandar para lá.

“Roma perderá a fé, e converter-se-á na sede do anticristo". Sabe quem disse isto? Parece coisa de fanático, não é mesmo? Mas esta afirmação é de Maria, mãe de Jesus e nossa, em La salette, França em 1846, aparição reconhecida pela igreja. Veja a mensagem completa (http://www.rainhamaria.com.br/Pagina/366/Os-Segredos-de-La-Salette), você vai se surpreender.

Na verdade, a partir de La Salette, Maria antecipou o que iria acontecer no mundo. Em Fátima, Portugal, em 1917, Maria disse que o demônio se infiltraria até o vértice na igreja, além de ter previsto o fim da primeira guerra, a expansão do comunismo e o início da segunda guerra. Acredita-se que o fato do demônio ter chegado ao papado, faça parte do terceiro segredo de Fátima, que na verdade não foi divulgado.

Em Akita, Japão em 1973 Nossa Senhora disse: "O Diabo se infiltrará até mesmo na Igreja de tal um modo que haverá cardeais contra cardeais, e bispos contra bispos. Serão desprezados os padres que me veneram e terão opositores em todos os lugares. Haverá vandalismo nas Igrejas e altares. A Igreja estará cercada de asseclas do demônio que conduzirá muitos padres a lhe consagrar a alma e abandonar o serviço do Senhor".

Eu já vi dois padres, em uma emissora católica, em rede nacional, incentivar o casamento civil gay, e ainda citam as encíclicas do papa Francisco para justificar tal abominação. O que os padres não dizem, é que os afeminados vão para o inferno, pois “não vos enganeis: nem os impuros, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os devassos, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os difamadores, nem os assaltantes hão de possuir o Reino de Deus” (1Cor 6, 9-10), e também Apoc 21.8: Os tíbios, os infiéis, os depravados, os homicidas, os impuros, os maléficos, os idólatras e todos os mentirosos terão como quinhão o tanque ardente de fogo e enxofre, a segunda morte. Se você ler as mensagens marianas como La Salette, Akita, Fátima, Lourdes e outras, vai se surpreender com o que Maria tem dito. O problema é que Deus e sua mãe foram esquecidos por esta geração.

Assim sendo, o aviso foi dado. Muita coisa ainda vai acontecer daqui para frente. Fique atento pois Cristo realmente está voltando para instalar seu definitivo reino de amor. Não fique de fora.

Movimento de Resistência Católica Viva Bento XVI

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terça-feira, 28 de março de 2017

OS PAPAS FRANCISCO E BENTO XVI NÃO SE FALAM


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Por Giuseppe Nardi – www.Katholisches.info

(Roma) O Papa Francisco e seu predecessor Bento XVI estariam em desacordo: “Não se falam.” Esta é uma das novidades sensacionais relatadas pelo vaticanista Andreas Englisch, no dia 16 de março último, durante uma conferência realizada em Limburg (Alemanha).
Englisch, por muitos anos, foi o correspondente de imprensa do grupo Axel-Springer para a Itália e o Vaticano. Com seus trinta anos de experiência em Roma, é considerado um excelente especialista em Vaticano.

A conferência do jornalista foi realizada na sala Josef Kohlmaier com o tema: “Francisco – um combatente no Vaticano”, com base em  “Os segredos revelados” do jornal Nassauische Neue Post, segundo o que foi relatado, em sua edição de 18 de Março. Mas o cenário que foi aberto ao público por Andreas Englisch, sobre o que acontece nos bastidores do Vaticano, é muito mais sensacional do que o que foi relatado pelo artigo do jornal regional.

Francisco e Bento não se falam

O jornalista não faz segredo de sua simpatia pelo papa Francisco, uma simpatia que é bem conhecida por todos. Andreas Englisch sabe como cativar sua audiência! Sim, tem o caso de Monsenhor Tebartz-van Elst (bispo emérito de Limburg, obrigado a renunciar em 2014, acusado de levar uma uma vida luxuosa, NDT) [o caso do bispo de Limburg, link aqui], e que recebeu uma nova missão no Vaticano, onde foi relegado a um “posto de ofício” (de certa forma encostado). Sob o Pontificado de Papa Francisco, diz ele, não há mais lugar para aqueles que “se colocam acima dos ensinamentos de Jesus Cristo e que do alto de seus pedestais olham para baixo os simples fiéis”. Palavras fortes proferidas por Andreas Englisch com relação ao Papa, e do próprio Papa sobre um irmão no episcopado. Mas o que Andreas Englisch falhou em dizer é que para Francisco, aqueles que só prestam para “postos de ofício” não o são causa de suas “banheiras douradas”, reais ou imaginárias, mas por causa de sua visão de Igreja. A dimensão social, com seu mito de  maior “compromisso com os pobres”, é bem acolhida por uma plateia de auditório, mas na realidade, significa bem pouco e serve apenas como uma cobertura.

Muito mais explosivo do que no caso de Limburg – por causa do escopo muito mais amplo – é o que Englisch revelou sobre a relação entre Francisco e Bento XVI. Segundo o jornalista, o papa reinante e o emérito teriam realmente brigado e não estariam mais se falando. E não é de ontem! E o que mais? Por sua própria admissão, Bento XVI não faz mais aparições públicas, exceto em resposta a um desejo expresso do Papa Francisco. Aquilo que é mostrado nestas raras ocasiões não seria, se levarmos em conta as afirmações de Andreas Englisch, outra coisa senão uma troca de gentilezas, em que os protagonistas fingem ser amigos. A razão para a divergência deveria ser pesquisada, de acordo com o jornalista, no caso de Limburg, no qual Bento teria saído em defesa do bispo Tebarzt-van Elst. No mínimo apenas mais um aspecto da história. Mas Limburg certamente não é a causa raiz de um racha tão profundo nas relações entre os dois papas.

Francisco “sabe o que quer” e faz “aquilo que ele quer”

O correspondente em Roma apresenta Francisco como tendo uma personalidade forte. “Ele sabe o que quer”, e dá a conhecer o que quer. Em vez disso, Bento seria “um bom teólogo”, mas já teria demonstrado uma “fraca capacidade de comando”. Durante décadas, a mídia alemã, quando falava do “inflexível Pantzerkardinal”, usava uma linguagem muito diferente. Desde sempre, buscando favorecer uma determinada direção, todos os meios pareciam benévolos, em maior ou menor grau. De qualquer modo, Bento XVI, de acordo com Englisch, deixou que muitas outras pessoas tomassem as decisões, enquanto Francisco faz “o que ele quer.”

Se analisarmos até as últimas consequências as declarações de Englisch, chegaremos à conclusão que Francisco e Bento XVI têm muito pouco em comum. Em suas aparições públicas, tudo se resumiria a um papel de mera aparência que o papa reinante usa como fachada e faz o emérito entrar em cena, quando necessário. Neste contexto, a ausência de Bento durante o último Consistório de 19 de novembro de 2016 adquire uma nova dimensão.

As promoções cardinalícias fazem parte dessas poucas ocasiões em que o papa reinante convidou seu predecessor para uma cerimônia pública. Após a criação de novos cardeais em 2014 e 2015, Bento XVI fez uma aparição pública na Basílica de São Pedro [mais]. Mas, durante o último consistório ele estava ausente; e Francisco reuniu os neo-cardeais com Bento, sem muitas formalidades, no mosteiro Mater Ecclesiae. Evidentemente, também truncando já desde o início, de acordo com Englisch, possíveis inferências. Obviamente Francisco suspeitava que a ausência de Bento poderia ser um gesto demonstrativo [ver aqui]

As pressões sobre a renúncia de Bento XVI

A cronologia dos acontecimentos, de todo modo, não nos leva a pensar em uma simples visita de cortesia – como o Vaticano apresentou o evento -, mas contém algo de explosivo. Cinco dias antes do consistório, quatro cardeais, Brandmüller, Burke, Caffara e Meisner, haviam publicado seu dubia sobre a controversa exortação pós-sinodal Amoris Lætitia, já que depois de dois meses o Papa Francisco ainda não havia lhes dado nenhuma resposta. Com o dubia, eles se opuseram frontalmente a Francisco, que desde então está procurando deixar morrer o assunto, forçando seus colaboradores e apoiantes mais próximos a uma esgotante ginástica verbal. Francisco pode até prolongar o seu silêncio, mas não conseguirá deixar de sair enfraquecido pelo conflito, aparecendo como um papa que se recusa a responder perguntas sobre as principais questões de fé e moral. A mancha em sua imagem aparecerá como uma sombra sobre o seu pontificado.
O Nassauische post se calou sobre outra questão levantada por Englisch: várias forças dentro da Igreja teriam exercido pressão sobre Bento XVI para que ele renunciasse. Esta declaração é dinamite! As circunstâncias que cercam a renúncia do Papa – fato único desse gênero na história da Igreja – não cessam, desde então, de alimentar dúvidas. Onde ficaria exatamente a linha entre uma forte pressão e um constrangimento? O próprio Bento assegurou que ele renunciou por vontade própria. Até que se prove o contrário, deve-se levar com boa intenção suas palavras. No entanto, muito além do aspecto legal, permanece uma sensação de algo indefinível. E ainda mais se considerarmos a forte pressão exercida em Junho de 2012 pelo cardeal Carlo Maria Martini para que Bento XVI renunciasse e o papel desempenhado pelo clube de St. Gallen (fundado por Martini) na eleição de Jorge Mario Bergoglio [ver aqui].

O fato é que Bento XVI deixou o campo livre, um campo que a equipe de Bergoglio (produzida pelo secreto clube St. Gallen) tem ocupado como um verdadeiro Estado Maior, sem pensar, de fato, em uma possível evacuação.

Giuseppe Nardi
Fonte: https://fratresinunum.com/2017/03/28/inedito-as-verdadeira-relacoes-entre-os-dois-papas-andreas-englisch-nao-se-falam/
Cardeal Burke insiste: se não houver resposta aos questionamentos, “deveremos simplesmente corrigir a situação”.

BURKE: ESPERO AINDA QUE O PAPA RESPONDA AO DUBIA. A CONFUSÃO É DANINHA PARA A IGREJA. INSISTIREMOS.

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Por Marco Tosatti, 26 de março de 2017 | Tradução: FratresInUnum.com
Na noite de 24 de Março, o Cardeal Raymond Burke falou na paróquia de São Raimundo Peñafort, em Springfield, Virgínia, e respondeu a algumas perguntas sobre os “Dubia” apresentados por quatro cardeais, e sobre uma possível correção formal que uma eventual ausência de resposta por parte do Pontífice tornaria necessária.
O pároco de São Raimundo, Padre João De Celles, fez algumas perguntas ao cardeal. Aqui estão alguns trechos da entrevista.

De Celles. – Há muitos rumores que circulam em torno do Dubia… O senhor sabe se haverá uma resposta ao Dubia pelo Santo Padre ou pela Congregação para a Doutrina da Fé?
Burke: “Eu sinceramente espero que haja, porque são questões fundamentais honestamente levantadas pelo texto da exortação pós-sinodal Amoris Laetitia. E enquanto não houver uma resposta a essas perguntas, continuará se espalhando uma confusão muito daninha à Igreja, e uma das questões fundamentais diz respeito à verdade segundo a qual existem coisas que são e sempre serão erradas – o que chamamos de atos intrinsecamente maus – e por isso vamos continuar a insistir em ouvir uma resposta a estas perguntas sinceras”.
O Cardeal Burke negou a idéia de que o Dubia seria um questionamento desrespeitoso ou arrogante, recordando que é o modo tradicional para se buscar um esclarecimento da parte do Papa sobre um ensinamento constante da Igreja. Ele então explicou por que o conteúdo do Dubia foi divulgado, após ter sido informado pela Congregação para a Doutrina da Fé de que não haveria uma resposta.
“Julgamos necessário torná-lo público, porque muitos fiéis se aproximavam de nós, fazendo essas perguntas, e dizendo o que está errado, temos essas perguntas e parece que nenhum dos cardeais que têm a grande responsabilidade de assistir o Santo Padre estão levando em conta essas questões. E, então, foi assim que nós resolvemos torná-lo público e isso foi feito com grande respeito.
De Celles: – Se não houver resposta, qual será a resposta dos quatro cardeais?
Burke: “Então deveremos simplesmente corrigir a situação, novamente de uma forma respeitosa, que é simplesmente isso: deduzir a resposta às perguntas com base no ensino constante da Igreja e torná-lo conhecido para o bem das almas”.
O cardeal norte-americano não deu qualquer indicação sobre a data desta possível correção da exortação pós-sinodal. E, sobretudo, falou de correção em geral, e não de uma correção dirigida diretamente ao Pontífice. Amoris Laetitia está prestes a completar seu primeiro ano de vida, tendo sido publicada em abril de 2016. E mesmo agora, de diferentes áreas do planeta, estão saindo declarações de bispos e conferências episcopais que se deslocam sobre linhas contrastantes na aplicação do documento, alimentando um objetivo estado de confusão.

Fonte: https://fratresinunum.com/2017/03/27/cardeal-burke-insiste-se-nao-houver-resposta-aos-questionamentos-deveremos-simplesmente-corrigir-a-situacao/
Calcanhar de Aquiles do Papa Francisco

Em uma entrevista recente com o jornal alemão Die Zeit, o Papa Francis declarou: "Sou um pecador e sou falível". Isto se seguiu a uma conversa com o espanhol El País, no qual Francis havia sublinhado o ponto: "Eu não sou um santo. Não estou fazendo nenhuma revolução. Estou apenas tentando fazer avançar o Evangelho. De uma maneira imperfeita, porque eu faço meus erros de vez em quando."

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Por William Doino Jr.
  
[Exclusivos da Web]
Francisco estava estabelecendo uma distinção importante entre a doutrina da infalibilidade papal e sua vida pessoal e decisões prudenciais. Ele até insistiu - muito em seu crédito - que os católicos interessados ​​"têm o direito de pensar que o caminho sobre o qual ele está conduzindo a Igreja é perigoso ou poderia trazer resultados ruins".

Estas são declarações bem-vindas. Ouvindo certos comentaristas papais, pode-se pensar que Francisco nunca comete erros e que está levando uma revolução imparável que trará bênçãos incalculáveis ​​à Igreja. No entanto, muitos católicos, incluindo aqueles (como eu) que muitas vezes elogiaram Francisco, agora acreditam que seu pontificado produziu resultados decididamente mistos. O ano passado foi especialmente difícil para Francis - e não apenas porque seus críticos aumentaram o calor. Os problemas mais profundos do papa são o resultado de feridas auto-infligidas.

Entre as debilidades e decepções deste pontificado:

1. Francisco não manteve um conceito claro de misericórdia cristã

Francisco fez muitas declarações sobre a misericórdia cristã, chamando-o "o coração palpitante do Evangelho" e reclamando que "colocamos tantas condições na misericórdia que nós a esvaziamos do seu significado concreto". Mas enquanto ambas as afirmações transmitem ensinamentos cristãos, ambos são Incompleta e pode ser enganosa. O coração do Evangelho não é apenas misericórdia, mas o que São João Paulo II chamou de "o esplendor da verdade" - especificamente, a verdade sobre Jesus Cristo e Seus ensinamentos, de onde fluem todas as bênçãos do cristianismo (incluindo a misericórdia).

É essencial colocar condições básicas (embora não excessivas) na misericórdia, porque se a misericórdia é desalojada da verdade cristã, ela pode ser usada para justificar virtualmente qualquer pecado. O venerável Arcebispo Sheen advertiu contra este mau uso da misericórdia cristã anos atrás, em um poderoso sermão televisionado. Francisco, em contraste, tem levado cada vez mais a repreender pastores que seguem a abordagem de Sheen, descrevendo-os como cruéis e julgadores, e carentes de amor e misericórdia cristã. Mas a maior forma de misericórdia que um pastor pode oferecer às almas é dizer-lhes a verdade pura sobre o Evangelho, e sua obrigação de abraçá-lo, em palavras e ações. Basta comparar o agudo e marcante sermão de Sheen aos discursos cada vez mais amorosos e sentimentais de Francis sobre o assunto, para ver quantos elementos de verdadeira misericórdia cristã o Papa negligencia.

2. Francisco não enfatizou o perigo de receber a Sagrada Comunhão indignamente

Em 2007, quando foi arcebispo de Buenos Aires, Francis pilotou o Documento de Aparecida, uma declaração dos Bispos latino-americanos que pedia "coerência eucarística" e advertiu os políticos católicos que "não podem receber a Sagrada Comunhão e ao mesmo tempo agir ou falar contra Os Mandamentos "e os ensinamentos da Igreja - particularmente aqueles que pertencem à vida, moralidade e família. Mas uma década depois, tais advertências quase desapareceram do ministério de Francisco como papa. Ele é mais conhecido por sua célebre declaração de que "a Eucaristia não é um prêmio para o perfeito, mas um poderoso remédio e nutrição para os fracos".

Esta é uma noção generosa, mas os fiéis católicos não estão perguntando a ninguém que se aproxima da Sagrada Comunhão para ser perfeito - apenas primeiro a confessar e esforçar-se para viver uma vida consistente com o Evangelho. Quem recebe comunhão indignamente "come e bebe a condenação ... não discernindo o Corpo do Senhor", como São Paulo advertiu. Os admiradores de Francisco, e não apenas seus críticos, expressaram preocupação com isso. Escrevendo para Commonweal em uma defesa geral de Amoris Laetitia, Nathan O'Halloran, S.J. Admite: "Seria preciso ter a cabeça presa em areia teológica para não reconhecer a ansiedade que permeia grande parte da recepção de Amoris Laetitia - algumas das quais são legítimas. Pode-se perguntar se o documento dá atenção adequada à formação da consciência, ou à possibilidade de sacrilégio na recepção da Eucaristia ". Mas Francisco parece não querer fazer essa pergunta, muito menos respondê-la.

3. Francisco não explicou e defendeu seu próprio ensinamento em Amoris Laetitia

Depois que Francisco publicou sua exortação apostólica sobre a família, muitos teólogos respeitados, advogados canônicos, bispos e leigos católicos elogiaram-na por seus muitos insights ricos e passagens inspiradoras. Eles também enfatizaram que qualquer seção ambígua percebida pode e deve ser interpretada de maneira ortodoxa, de acordo com a Sagrada Escritura ea tradição católica. Essa ainda é a posição de muitos líderes católicos, incluindo a própria cabeça do Papa da Congregação para a Doutrina da Fé, o Cardeal Gerhard Müller. Mas assim que Francis teve a oportunidade de dar uma interpretação autorizada a Amoris, ele recusou, dizendo que não conseguia se lembrar de uma de suas notas de rodapé mais contestadas, e referiu as pessoas ao invés da perspectiva do cardeal austríaco Christoph Schönborn - como se não fosse a Vigário da responsabilidade de Cristo em prover o seu próprio.

Sustentando-se disso, os católicos progressistas começaram a argumentar, e agora sustentam, que Amoris legitima plenamente a Comunhão para os divorciados e civilmente casados ​​- algo que o Catecismo proíbe estritamente - e outros em "situações irregulares". Em resposta, cardeais e teólogos proeminentes apelaram à Papa, pedindo que ele abordasse a controvérsia diretamente. Ele se recusou, exceto por uma carta privada, não-magistral aos seus colegas bispos argentinos, que tem sido disputada. O resultado é uma cacofonia de interpretações conflitantes, com diferentes conferências episcopais emitindo diferentes, e às vezes escandalosas, orientações sobre Amoris, provocando lutas entre os bispos católicos, para não mencionar os leigos católicos, em todo o mundo. Como essas batalhas contenciosas podem ser consideradas unificadoras e parte de um saudável movimento de "reforma" ainda não foi explicado por Francisco. Sua passividade durante a crise está piorando as coisas.

4. Francisco não verificou a dissidência ea heterodoxia na Igreja

Em uma entrevista com a publicação jesuíta La Civilta Cattolica, Francisco elogiou o falecido teólogo Bernard Häring - sem mencionar que Häring foi um dos mais notórios dissidentes do século XX, um herói do desviado Charles Curran e um inimigo de St. A grande encíclica de moral de João Paulo II, Veritatis Splendor. A atitude frouxa de Francis em relação à teologia moderna não passou despercebida entre os progressistas, fazendo com que o Repórter Católico Nacional se regozijasse: "Não se ouve mais falar de teólogos sendo investigados e silenciados", por mais estranhos ou desviantes que sejam seus pontos de vista. De fato, La Civilta Cattolica, publicada logo abaixo das janelas do papa, recentemente tentou minar os ensinamentos estabelecidos pela Igreja contra as sacerdotisas - um ensinamento que o próprio Francisco reafirmou publicamente - sem qualquer oposição detectável do pontífice. Ironicamente, quando Francisco elogiou o Beato Paulo VI por emitir a Humanae Vitae, saudou Paulo por ser um excelente pastor e por avisar "suas ovelhas sobre os lobos se aproximando". Mas Francisco não exibiu coragem semelhante para resistir aos lobos teológicos de hoje.
5. Francisco disse uma coisa e fez outra

Em um discurso aos Bispos dos Estados Unidos durante sua visita à América, Francisco disse: "A linguagem dura e divisiva não cabe à língua de um pastor, ela não tem lugar em seu coração; Embora parecesse momentaneamente ganhar o dia, somente o fascínio duradouro da bondade e do amor permanecem verdadeiramente convincentes. "Esta é uma afirmação notável - não porque falte o mérito, mas porque o próprio Francis pagou tão pouca atenção a ele. Não é segredo que Francis tem um problema sério com insultos e insultos. Mesmo afirmando seu direito de fazê-lo, ele acusa repetidamente aqueles que discordam dele de serem "rígidos", "legalistas", "médicos da lei", sofrendo de doenças psicológicas e sendo inspirados pelo diabo.

Pior ainda são as promessas solenes do papa contra o abuso sexual do clero, em comparação com o seu registro misto contra este mal radical. Como tem sido amplamente divulgado, a Comissão para a Proteção de Menores do Papa está agora em um estado de desordem e não chegou perto de cumprir sua missão crítica. Em uma crítica devastadora ao envolvimento de Francisco neste triste caso, o padre Alexander Lucie-Smith afirmou corretamente: "Não podemos mais fingir que o Vaticano está conseguindo lidar com a crise do abuso".

A incapacidade de Francisco de cumprir consistente e resolutamente seus próprios padrões elevados - praticar o que prega - tornou-se seu calcanhar de Aquiles eo mais grave déficit de seu pontificado.

Como enfatizei em minha última coluna - e muitos escritos antes disso -, Francisco fez coisas louváveis ​​como papa que merecem elogios e gratidão. Mas os católicos não fazem favores a Francisco quando tentam desculpar ou racionalizar seus fracassos e contradições. Devemos, em vez disso, rezar para que Francisco tenha a força e a sabedoria para corrigi-los - por causa do papado e de toda a Igreja.

William Doino Jr. é colaborador da revista Inside the Vatican.
Fonte:https://www.firstthings.com/web-exclusives/2017/03/pope-franciss-achilles-heel

sábado, 25 de março de 2017

DE COMO A MAÇONARIA SE INFILTROU NA IGREJA CATÓLICA


ONDE ESTIVEREM, TALVEZ NO INFERNO, SUPERAMOS ÀS NOSSAS EXPECTATIVAS!
Vindice e Nubius, os dois maçônicos da organização Alta Vendita, no século XIX conspiravam formalmente contra a Igreja de modo bastante bastante organizado e, nas cartas que trocavam entre si havia nos conteúdos a infiltração sistemática, pois opalno de exterminar seus membros à espada nunca funcionava, mas esse novo modelo daria certo, a saber:
A Instrução Permanente diz: "Em nossas fileiras o soldado morre mas a luta continua e a Instrução chamado para a difusão das idéias liberais e axiomas na sociedade e nas instituições da Igreja Católica, para que leigos, seminaristas, clérigos e prelados teriam , ao longo dos anos, gradualmente, ser imbuído de princípios progressistas. Com o tempo, essa mentalidade seria tão penetrante que os padres seriam ordenados, bispos seria consagrada e cardeais seria nomeado cujo pensamento estava em sintonia com o pensamento moderno enraizada na Declaração da Revolução Francesa dos Direitos do Homem e outros "Princípios de 1789 "(igualdade das religiões, a separação entre Igreja e Estado, o pluralismo religioso, etc.)

Eventualmente, um Papa seria eleito dessas fileiras que levaria a Igreja no caminho da "iluminação" e "renovação". Eles afirmaram que não era seu objetivo de colocar um maçom na Cátedra de Pedro. Seu objetivo era efeito de um ambiente que acabaria por produzir um Papa e uma hierarquia conquistados para as idéias do catolicismo liberal, o tempo todo acreditando-se ser católicos fiéis. Estes líderes católicos, então, não mais se opor as idéias modernas da revolução (como tinha sido prática corrente dos Papas de 1789 até 1958, a morte do Papa Pio XII-que condenou estes princípios liberais), mas que uni-las para o igreja. O resultado final seria um clero católico e marchando leigos sob a bandeira do Iluminismo, todo o pensamento enquanto eles estão marchando sob a bandeira das chaves apostólicas.
iSAC

sexta-feira, 24 de março de 2017

DUAS DICAS FORTÍSSIMAS SOBRE A SEGUNDA VINDA DE CRISTO: O FIM DA MISSA E A MANIFESTAÇÃO DO ANTICRISTO, QUE O FALSO PAPA FRANCISCO JÁ ESTÁ PROVIDENCIANDO.


Daniel 9-27: Concluirá com muitos uma sólida aliança por uma semana e no meio da semana fará cessar o sacrifício e a oblação; sobre a asa das abominações virá o devastador, até que a ruína decretada caia sobre o devastado.

Daniel 12-11: Desde o tempo em que for suprimido o sacrifício perpétuo e quando for estabelecida a abominação do devastador, transcorrerão mil duzentos e noventa dias.
A missa nada mais é do que o sacrifício de Cristo que se repete diariamente.

Quando indagado quando seria o seu retorno, o próprio Jesus citou o profeta Daniel em Mateus 24,15 em diante:
15. Quando virdes estabelecida no lugar santo a abominação da desolação que foi predita pelo profeta Daniel (9,27) - o leitor entenda bem -
16. então os habitantes da Judéia fujam para as montanhas.
17. Aquele que está no terraço da casa não desça para tomar o que está em sua casa.
18. E aquele que está no campo não volte para buscar suas vestimentas.
19. Ai das mulheres que estiverem grávidas ou amamentarem naqueles dias!
20. Rogai para que vossa fuga não seja no inverno, nem em dia de sábado;
21. porque então a tribulação será tão grande como nunca foi vista, desde o começo do mundo até o presente, nem jamais será.
22. Se aqueles dias não fossem abreviados, criatura alguma escaparia; mas por causa dos escolhidos, aqueles dias serão abreviados.
23. Então se alguém vos disser: Eis, aqui está o Cristo! Ou: Ei-lo acolá!, não creiais.
24. Porque se levantarão falsos cristos e falsos profetas, que farão milagres a ponto de seduzir, se isto fosse possível, até mesmo os escolhidos.
25. Eis que estais prevenidos.
26. Se, pois, vos disserem: Vinde, ele está no deserto, não saiais. Ou: Lá está ele em casa, não o creiais.
27. Porque, como o relâmpago parte do oriente e ilumina até o ocidente, assim será a volta do Filho do Homem.
28. Onde houver um cadáver, aí se ajuntarão os abutres.
29. Logo após estes dias de tribulação, o sol escurecerá, a lua não terá claridade, cairão do céu as estrelas e as potências dos céus serão abaladas.
30. Então aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem. Todas as tribos da terra baterão no peito e verão o Filho do Homem vir sobre as nuvens do céu cercado de glória e de majestade.
31. Ele enviará seus anjos com estridentes trombetas, e juntarão seus escolhidos dos quatro ventos, duma extremidade do céu à outra.
32. Compreendei isto pela comparação da figueira: quando seus ramos estão tenros e crescem as folhas, pressentis que o verão está próximo.
33. Do mesmo modo, quando virdes tudo isto, sabei que o Filho do Homem está próximo, à porta.
34. Em verdade vos declaro: não passará esta geração antes que tudo isto aconteça.
35. O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não passarão.
36. Quanto àquele dia e àquela hora, ninguém o sabe, nem mesmo os anjos do céu, mas somente o Pai.
37. Assim como foi nos tempos de Noé, assim acontecerá na vinda do Filho do Homem.
38. Nos dias que precederam o dilúvio, comiam, bebiam, casavam-se e davam-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca.
39. E os homens de nada sabiam, até o momento em que veio o dilúvio e os levou a todos. Assim será também na volta do Filho do Homem.
40. Dois homens estarão no campo: um será tomado, o outro será deixado.
41. Duas mulheres estarão moendo no mesmo moinho: uma será tomada a outra será deixada.
42. Vigiai, pois, porque não sabeis a hora em que virá o Senhor.
43. Sabei que se o pai de família soubesse em que hora da noite viria o ladrão, vigiaria e não deixaria arrombar a sua casa.
44. Por isso, estai também vós preparados porque o Filho do Homem virá numa hora em que menos pensardes.
45. Quem é, pois, o servo fiel e prudente que o Senhor constituiu sobre os de sua família, para dar-lhes o alimento no momento oportuno?
46. Bem-aventurado aquele servo a quem seu senhor, na sua volta, encontrar procedendo assim!
47. Em verdade vos digo: ele o estabelecerá sobre todos os seus bens.
48. Mas, se é um mau servo que imagina consigo:
49. - Meu senhor tarda a vir, e se põe a bater em seus companheiros e a comer e a beber com os ébrios,
50. o senhor desse servo virá no dia em que ele não o espera e na hora em que ele não sabe,
51. e o despedirá e o mandará ao destino dos hipócritas; ali haverá choro e ranger de dentes.

É o próprio Jesus quem afirma: depois do fim da missa virá uma tribulação como nunca houve. Isso inclui guerra nuclear, fome, quebra financeira mundial e queda de cometa. A terra vai cambalear como um bêbado, afirma Isaias em Is 24,20.

Muitos se apegam na passagem que Jesus diz que ninguém sabe o dia nem a hora de seu retorno, para simplesmente esquecer do retorno Dele.

Mas em Daniel 12,11 temos uma dica fortíssima do retorno de Cristo: conte 1290 dias, que o sacrifício perpetuo (missa), for suprimido.

Outra dica fortíssima está em 2 Tess 2:

1 No que diz respeito à vinda de nosso Senhor Jesus Cristo e nossa reunião com ele, rogamo-vos, irmãos,
2. não vos deixeis facilmente perturbar o espírito e alarmar-vos, nem por alguma pretensa revelação nem por palavra ou carta tidas como procedentes de nós e que vos afirmassem estar iminente o dia do Senhor.
3. Ninguém de modo algum vos engane. Porque primeiro deve vir a apostasia, e deve manifestar-se o homem da iniqüidade, o filho da perdição.
Resumindo: Cristo só vem depois que o anticristo se manifestar.

E não se engane: o fim da missa e a aparição do anticristo, estão sendo preparados pelo falso papa Francisco. O fim da missa já tem nome: “santa memória”, uma celebração dita ecumênica, onde não há a eucaristia, logo não há o sacrifício de Cristo.

Quanto a chegada do anticristo, o falso papa está “unindo” religiões, para o anticristo ser o líder de todos elas.

Não siga o papa Francisco (falso profeta) nem o anticristo, pois ambos serão lançados no lago de fogo e enxofre, cfe apoc. 20,10: O Demônio, sedutor delas, foi lançado num lago de fogo e de enxofre, onde já estavam a Fera (anticristo) e o falso profeta (papa francisco), e onde serão atormentados, dia e noite, pelos séculos dos séculos.”



quinta-feira, 23 de março de 2017

Cardeal Raymond Burke Sobre o Papa Francisco: “Quando o pastor se torna lobo, o primeiro dever do rebanho é se defender”.

Cardeal Burke exalta santo que condenou bispo herético. 
Como parte de sua visita à região metropolitana de Kansas City, o cardeal Raymond Burke celebrou, no dia 9 de fevereiro, uma missa pontifical no rito tradicional para uma congregação de cerca de 400 pessoas, incluindo famílias numerosas, frades Agostinianos, 15 sacerdotes – inclusive um protopresbítero Copta –  e membros da tradicionalista Fraternidade São Pio X.
Para a realização do evento foi necessário a remoção temporária do altar-mesa da paróquia de St. Mary-St Anthony, a fim de que os participantes pudessem ter uma visão do altar-mor sem nenhum obstáculo.
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Fiel beija o anel do Cardeal Raymond Burke, enquanto ele distribuía cumprimentos fora da Paróquia de St. Mary-St. Anthony em Kansas City, após a missa de 9 de fevereiro (NCR photo/George Goss)
A celebração marcou a festa de São Cirilo de Alexandria, o santo do dia segundo o calendário litúrgico pré-Vaticano II, e Burke aproveitou a oportunidade para exaltar a virtude heróica do santo na defesa da fé contra o conselho de “muitos dos seus colegas bispos que o instaram a permanecer em silêncio, de modo a manter uma fachada de unidade na Igreja“.
Burke disse que, diante da falsidade – mesmo daqueles em elevada posição eclesial – a resposta necessária de “São Cirilo e de todos os fiéis em cada tempo e lugar” é resistir.
Burke na maior parte do tempo leu um sermão de várias páginas, baseado fortemente em citações de uma fonte do século XIX: Dom Prosper Guéranger, um beneditino francês e purista litúrgico que restabeleceu a Regra Beneditina depois de ela ter sido praticamente aniquilada em sua terra natal após a Revolução Francesa.
Quando o pastor se torna um lobo, o primeiro dever do rebanho é se defender“, disse Burke, citando Dom Gueranger. “A traição como a de Nestório é rara na Igreja, mas pode acontecer que alguns pastores resolvam manter silêncio por uma razão ou outra em circunstâncias em que a própria religião está em jogo“.
Nestório, arcebispo de Constantinopla, recusou-se a usar o termo “Mãe de Deus” ao se referir à Virgem Maria. No ano 431, São Cirilo levou o Primeiro Concílio de Éfeso a condenar Nestório como um herege e removê-lo à força de sua sede.
São Cirilo teve que ter a honestidade e a coragem para combater uma falsidade, ainda que ela fosse propagada por um colega bispo apoiado por outros bispos e ainda tolerada em silêncio por outros“, disse Burke.
Graças a Deus pela sua honestidade e coragem, que foram os instrumentos pelos quais nos foi transmitida a fé verdadeira e salvífica“.
Na conclusão de sua homilia, Burke seguiu com várias orações, incluindo esta: “Rezemos hoje pelos nossos pastores, pelo Santo Padre e pelos bispos, para que tenham a sabedoria e a coragem de defender a fé em todos os tempos, para que o rebanho possa permanecer um com Cristo e assim obter a salvação eterna“.
Além da oração, Burke não fez referência direta a nenhum bispo atual ou qualquer controvérsia atual na igreja, mas isso não impediu alguns na congregação de fazê-lo.
Louis Tofari, da São Vicente de Paulo, uma igreja da Fraternidade São Pio X, disse que percebeu uma semelhança entre a incomum posição de São Cirilo ao confrontar  Nestório e a situação em que se encontra o próprio Burke diante do Papa Francisco e a Santa Sé.
Fiquei muito impressionado com a semelhança, à luz do que o Cardeal Burke está tendo que suportar nas mãos do Santo Padre e ter que defender um princípio muito básico da moralidade católica e do sacramento do matrimônio com toda esta questão do dubia“, disse Tofari. (Dubia são as questões formais que Burke e outros três cardeais submeteram a Francisco, pedindo-lhe que esclarecesse seus ensinamentos na exortação apostólica Amoris Laetitia) “Como São Cirilo, ele está tentando defender a fé, mas foi excluído de qualquer posição influente em Roma“.
Além de São Cirilo, Burke também mencionou Santo Atanásio como defensor da fé contra a heresia do arianismo, que negava que Jesus era consubstancial a Deus Pai.
São Atanásio é altamente reverenciado pela Fraternidade São Pio X, e um outro paroquiano de São Vicente de Paulo constatou um paralelo aí também:
Burke poderia muito bem ser o próximo Santo Atanásio“, disse Becky Gilligan. “Eu certamente espero que ele seja uma ponte para todos nós“.

quarta-feira, 22 de março de 2017

JESUS CRISTO: Preparai-vos para o que está para acontecer no Vaticano

"Escreve com a Minha Santa Mão o que eu revelo e te dou em visão para a Minha Igreja, a fim de que se prepare para o que está para acontecer no Vaticano.
Você viu meu Vigário, manso e humilde, passivo, mas com firmeza e autoridade, que vem do alto; Você já o viu ter um confronto com Francisco, o falso profeta, que tomou a Cátedra de Pedro.
O mesmo confronto verbal que você viu, ao mesmo tempo em que faço ver a Mim, seu Salvador, enfrentei aos anciãos da lei na mesma noite em que fui preso, depois da traição de Judas, assim também como antes de ir para o Calvário, fui enfrentado diante de Pilatos, que perguntou diante da multidão ... O que é a Verdade?
Esta visão onde Eu, manso e humilde, passivo, mas com autoridade, que meu Pai tinha me dado e que Me vinha do alto, é o mesmo que você viu em Bento, que segue os Meus passos e imita as Minhas obras; Esta visão mostra em que momentos se encontra o vosso Pastor e a Dolorosa Paixão da Minha Igreja.
Bento já anda entre os vários tribunais, acusado, buscando fazê-lo culpável, processado porque disse e fala com a verdade.
Meu Vigário já levanta a voz, dentro do Vaticano, e protesta contra todas as heresias que saem da boca do lobo vestido em pele de cordeiro, que blasfema contra Mim, que eu sou a Verdade. Bem que você sentiu a aflição e a agonia de Meu Vigário por amar a verdade.
Este Pastor, Bento, como Eu, seu Mestre, o Pastor Eterno, o tenho visto como o manso cordeiro colocado para o holocausto, cordeiro indefeso que vai ao matadouro como Eu, seu Salvador, como oferta de amor para o Eterno, por amor a quem o chamou para ser Pastor e Vigário da Minha Igreja, por amor pelas almas e às ovelhas do seu rebanho.
Em maior número são aqueles que estão a seguir o falso profeta, como aconteceu Comigo no Monte Calvário: a multidão estava contra Mim, porque a multidão estava possuída pelo mesmo espírito que entrou em Judas, porque são poucos os que permanecem na Verdade, são poucos os que estão Comigo, Eu que sou o Caminho, Verdade e Vida.
Ele, Bento, está em Mim, assim como Eu estou nele, na mesma oferta e holocausto ao Eterno Pai, que nos chamou para servi-Lo, como o Bom Pastor que dá a vida por suas ovelhas.
Estejam preparados para os grandes eventos que virão para Minha Igreja.
Agora é o momento em que as ovelhas do rebanho, que guia, cuida e guarda Bento XVI, permanecerem unidas, permanecendo na Verdade, sustentando o Pastor que dá a vida pelas suas ovelhas.
Rezem para perseverar, rezem para não desfalecer, rezem para não serem confundidos neste momento.
Uni suas ofertas com a oferta do Meu Bento XVI, buscando o bem para a Minha Igreja, a purificação e a salvação das almas.
Atendei ao chamado do Meu Bento para sustentá-lo no seu calvário, que já chega na Cruz.
Os faço um Comigo, um com o Pastor universal, o Pastor Eterno das almas que permanece pelos séculos dos séculos.
Oração, oração, oração, meditando Minha Santa Paixão, a Via Crucis e os Mistérios do Rosário, que são louvores para minha Mãe Santíssima. "
Alma escolhida:
"Meu Senhor que se faça Tua Santa Vontade em nós, seremos um Contigo, um só rebanho sob um mesmo Pastor.
Com sua Santa Bênção tudo nos será possível, abraçar a Cruz e ir para o Calvário, onde vivendo Tua Santa Vontade em nós, Te daremos Glória, morrendo Contigo e em Ti, por amor ao Pai Eterno e por amor pelas almas para que não se percam.
Obrigado Deus por sua bondade para conosco, porque nos guiais no meio desta escuridão. Em Ti confiamos e em Ti esperamos.
Obrigado por esta união mística com o nosso Papa Bento XVI, que vai para a Cruz e morre por nós. Amém, amém, amém. 06:25 da manhã".
MENSAJE DE NUESTRO SEÑOR JESUCRISTO
“Escribe con Mi Mano Santa lo que os revelo y os doy en visión para Mi Iglesia, a fin para que se prepare para lo que está por acontecer en el Vaticano.
Habéis visto a Mi Vicario, dócil y humilde, pasivo, pero con firmeza y autoridad, la que le viene de lo alto; habéis visto tener un enfrentamiento con Francisco, el falso profeta, que tomó la Silla de Pedro.
Ese enfrentamiento verbal que habéis visto, al mismo tiempo en que Me veíais a Mí, vuestro Salvador, enfrentado ante los ancianos de la ley la misma noche en que fui aprendido, tras la traición de Judas, así también como poco antes de ir al Calvario fui enfrentado ante Pilato, quien preguntaba ante la multitud….¿cuál es la Verdad?
Esta visión donde Yo, dócil y humilde, pasivo, pero con autoridad, la que Mi Padre me había dado y Me venía de lo Alto, es lo mismo que habéis visto a Benedicto, quien sigue Mis huellas e imita Mis obras; esta visión os indica en qué hora se encuentra vuestro Pastor y la Pasión dolorosa de Mi Iglesia.
Benedicto anda ya entre los distintos tribunales, acusado, buscando hacerlo culpable, enjuiciado por que dice y habla con la Verdad.
Mi Vicario ya alza, dentro del Vaticano, la voz y protesta contra todas las herejías que salen de la boca del lobo vestido con piel de oveja, que blasfema contra Mí, que Soy la Verdad. Bien habéis sentido la aflicción y la agonía de Mi Vicario por amar la Verdad.
Este pastor, Benedicto, como Yo, Su Maestro, su Pastor Eterno, lo habéis podido ver como el manso cordero colocado para el holocausto, indefenso cordero, va al matadero como Yo, Su Salvador, como una ofrenda de amor para el Eterno, por amor a quien lo llamó a ser Pastor y Vicario de Mi Iglesia, y por amor a las almas, las ovejas de su rebaño.
En mayor número son los que están y siguen al falso profeta, como sucedió conmigo en aquel Monte Calvario: la multitud estaba contra Mí, porque la multitud estaba poseída por el mismo espíritu que entró en Judas, porque son pocos los que se han mantenido en la Verdad, pocos son los que están Conmigo, que Soy Camino, Verdad y Vida.
Él, Benedicto, está en Mí, así como Yo estoy en él, en una misma ofrenda y holocausto al Padre Eterno, quien nos llamó a servirle, como el Buen Pastor que da la vida por sus ovejas.
Estad preparados para los grandes acontecimientos que ya llegan para Mi Iglesia.
Es ya la hora en que las ovejas del rebaño, que guía, cuida y custodia Benedicto XVI, permanezcan unidas, permaneciendo en la Verdad, sosteniendo al Pastor que ya da la vida por sus ovejas.
Orad para perseverar, orad para no desfallecer, orad para no ser confundidos en esta hora.
Unid vuestra ofenda junto a la ofrenda de Mi Benedicto XVI, buscando el bien para Mi Iglesia, la purificación y la Salvación de las amas.
Atended el llamado de Mi Benedicto a sostenerlo en su calvario, que ya le llega la cruz.
Os hago una conmigo, una con el Pastor universal, el pastor Eterno de las almas que permanece por los siglos de los siglos.
Oración, Oración, Oración, meditando Mi Santa Pasión, el vía crucis y los misterios del Rosario, que son una alabanza a Mi Santísima Madre.”
Alma Escogida:
“Mi Señor que se haga Tu Santa Voluntad en nosotros, haznos unos contigo, un solo rebaño bajo un mismo Pastor.
Con Tu Santa Bendición todo nos será posible, abrazar la cruz e ir al calvario, en donde viviendo Tu Santa Voluntad en nosotros, Te daremos Gloria, muriendo contigo y en Ti, por amor al Padre Eterno y por amor a las almas para que no se pierdan.
Bendito Dios por Tu benevolencia para con nosotros, porque nos guías en medio de esta obscuridad. En Ti confiamos y en Ti Esperamos.
Gracias por esta unión mística con Nuestro papa Benedicto XVI quien va a la cruz y muere por nosotros. AMEN, AMEN, AMEN. 6.25 am”

terça-feira, 21 de março de 2017

Documento do Vaticano que busca destruir a unidade da Igreja Católica Apostólica Romana.

 
OBS > Segue um documento retirado do link abaixo, do site do Vaticano.  Um texto longo, mas milimetricamente preparado para destruir o que resta da Igreja Católica, onde em nome “do amor que nos une” o falso ecumenismo prepara a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos. Quem quiser bem se informar, ou duvida que a Igreja está sendo levada ao abismo, que leia com atenção.  É a abominação a caminho, e a passos rápidos.Significa em síntese o fim do Sacramento da Confissão e é a base para a falsa missa, que terá o nome de “santa memória”.
Fonte > http://www.vatican.va/roman_curia/pontifical_councils/chrstuni/weeks-prayer-doc/rc_pc_chrstuni_doc_20160531_week-prayer-2017_po.html

PONTIFÍCIO CONSELHO
PARA A PROMOÇÃO DA UNIDADE DOS CRISTÃOS

Subsídios para a
Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos
e para todo o ano 2017
Reconciliação
É o amor de Cristo que nos impele

(cf. 2 Coríntios5,14-20)

Preparado e publicado em conjunto pelo
Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos
e Comissão Fé e Constituição do Conselho Mundial de Igrejas
AVISO IMPORTANTE
Tradução para o português:
Comissão Episcopal Pastoral para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-religioso
Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB
Brasília, 2016
Este é o texto internacional para a Semana de Oração
para a Unidade dos Cristãos de 2017.
Se desejar obter o texto adaptado nacional,
deve pedi-lo à sua Conferência Episcopal ou ao Sínodo da sua Igreja.

 
PARA AQUELES QUE ESTÃO ORGANIZANDO
A SEMANA DE ORAÇÃO PELA UNIDADE DOS CRISTÃOS
A busca da unidade ao longo de todo o ano
O período tradicional, no hemisfério norte, para a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos vai de 18 a 25 de janeiro. Essas datas foram propostas em 1908 por Paul Watson porque cobriam os dias entre as festas de São Pedro e São Paulo, tendo, portanto um valor simbólico. No hemisfério sul, já que janeiro é tempo de férias, as Igrejas frequentemente escolhem outros dias para celebrar a Semana de Oração, como, por exemplo, à volta de Pentecostes (de acordo com o que foi sugerido pelo movimento Fé e Ordem em 1926), que é também uma data simbólica para a unidade da Igreja. Cientes da necessidade de flexibilidade, propomos que se use este material ao longo de todo o ano para expressar o grau de comunhão que as Igrejas já têm atingido e para orar juntos pela plena unidade que é o desejo de Cristo.
Adaptando o texto
Este material é oferecido com a compreensão de que, sempre que possível, será adaptado para uso em situações específicas locais; deve-se ter em conta a prática litúrgica e devocional, bem como o contexto social e cultural. O ideal é que essa adaptação seja feita de forma ecumênica. Em alguns lugares já existem estruturas ecumênicas para a adaptação deste material; em outros, esperamos que a necessidade de adaptação venha a ser um estímulo para a criação de tais estruturas.
Usando o material da Semana de Oração
·Para as Igrejas e comunidades cristãs que vivem juntas a Semana de Oração foi providenciado um texto para a celebração ecumênica.
·Igrejas e comunidades cristãs podem também incorporar material da Semana de Oração em suas próprias celebrações. Orações do culto ecumênico, os “oito dias” e a seleção de materiais adicionais podem ser usadas como se julgar apropriado em cada situação.
·As comunidades que têm celebrações da Semana de Oração em todos os dias durante a semana podem usar para isso o material proposto para os “oito dias”.
·Os que desejam fazer estudo bíblico sobre o tema da Semana podem usar como base os textos e reflexões dados para os oito dias. A cada dia, a reflexão pode levar a um tempo final de oração de intercessão.
·Os que desejarem orar de modo privado podem encontrar material útil para orientar as intenções das suas preces. Podem assim ter consciência de estar em comunhão com outros que oram no mundo inteiro pela maior visibilidade da unidade da Igreja de Cristo.
TEXTO BÍBLICO
PARA O ANO DE 2017
2 Coríntios 5,14-20
O amor do Cristo nos impele, ao pensar que um só morreu por todos, e portanto todos morreram. E ele morreu por todos, a fim de que os vivos não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que morreu e ressuscitou por eles. Por isso, doravante, nós não conhecemos mais ninguém à maneira humana. Se conhecemos o Cristo à maneira humana, agora não o conhecemos mais assim. Por isso, se alguém está em Cristo, é uma nova criatura. O mundo antigo passou, eis que aí está uma realidade nova. Tudo vem de Deus, que nos reconciliou consigo pelo Cristo e nos confiou o ministério da reconciliação. Pois de qualquer forma, era Deus que em Cristo reconciliava o mundo consigo, não imputando aos homens as suas faltas, e pondo em nós a palavra de reconciliação. E é em nome do Cristo que exercemos a função de embaixadores, e, por nós, é o próprio Deus que, na realidade, vos dirige um apelo. Em nome do Cristo, nós vos suplicamos, deixai-vos reconciliar com Deus.
Tradução ecumênica de Biblia (TEB)

INTRODUÇÃO AO TEMA PARA O ANO DE 2017
Reconciliação – É o amor de Cristo que nos impele 
(cf. 2 Coríntios5,14-20)
Alemanha: A terra da Reforma Luterana
Em 1517 Martinho Lutero expressou preocupações sobre o que ele via como abusos na Igreja de seu tempo, tornando públicas suas 95 teses. Em 2017 temos o 500º aniversário desse evento chave dos movimentos de reforma que marcaram a vida da Igreja ocidental por vários séculos. Esse evento tem sido tema de controvérsia na história das relações inter- eclesiais na Alemanha, e não menos nestes últimos anos. A Igreja Evangélica na Alemanha (EKD) tem estado se preparando para esse aniversário desde 2008, focalizando a cada ano um aspecto particular da Reforma, como, por exemplo: a Reforma e a Política ou a Reforma e a Educação. A EKD também convidou seus parceiros ecumênicos em vários níveis para ajudar a comemorar os eventos de 1517.
Depois de extensas, e às vezes difíceis, discussões, as Igrejas na Alemanha concordaram que o caminho para comemorar ecumenicamente essa Reforma deveria ser uma Christusfest – uma Celebração de Cristo. Se a ênfase fosse colocada em Jesus Cristo e seu trabalho de reconciliação como centro da fé cristã, então todos os parceiros ecumênicos da EKD (católicos romanos, ortodoxos, batistas, metodistas, menonitas e outros) poderiam participar das festividades desse aniversário.
Considerando-se o fato de que a história da Reforma foi marcada por dolorosa divisão, esse foi um importante avanço. A Comissão Luterana-Católica Romana sobre a Unidade tem trabalhado com afinco para produzir uma compreensão partilhada dessa comemoração. Seu importante documento, Do Conflito à Comunhão, reconhece que ambas as tradições abordam esse aniversário numa era ecumênica, após as conquistas de cinqüenta anos de diálogo e com novas compreensões de sua própria história e teologia. Deixando à parte o que é polêmico, nas visões teológicas da Reforma, católicos agora são capazes de ouvir o desafio de Lutero para a Igreja de hoje, reconhecendo-o como uma “testemunha do evangelho” (Do Conflito à Comunhão 29). E assim, depois de séculos de condenações e depreciações mútuas, em 2017 cristãos luteranos e católicos irão pela primeira vez comemorar juntos o começo da Reforma.
A partir desse acordo e do ampliado contexto ecumênico emerge o forte tema da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos deste ano: “Reconciliação: é o amor de Cristo que nos impele (cf. 2 Coríntios 5,14).
O Conselho de Igrejas na Alemanha (ACK) e o aniversário da Reforma em 2017
O Conselho de Igrejas na Alemanha lançou vários projetos para comemorar 1517. Um deles tinha como título “Descobrir de modo novo os tesouros da Bíblia”. Assim, como uma reminiscência da importância que Martin Lutero colocou no significado da Bíblia, todas as Igrejas membros do ACK produziram textos descrevendo sua abordagem da Bíblia. Foram depois publicados num folheto. Além disso, o ACK orientou uma peregrinação simbólica de várias Igrejas membros em Wittenberg. Cada comunidade reviu, expressou e celebrou sua própria relação original com a Bíblia. Em abril de 2015, o ACK também promoveu uma conferência com o título: “Irreparavelmente? Divididos? Abençoada Renovação? 500 anos de Reforma em Variadas Perspectivas Ecumênicas” – que também teve seus procedimentos devidamente publicados.
Foi no contexto do aniversário que o Conselho de Igrejas na Alemanha (ACK), a convite do Conselho Mundial de Igrejas, assumiu o trabalho de criar o material para a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos este ano. Uma comissão formada por dez membros, representando diferentes Igrejas, se reuniu três vezes em 2014/ 2015 para elaborar os textos necessários. Uma ênfase particular foi colocada na preparação do culto ecumênico para a Semana (páginas 10 a 19). O material deve atender ao objetivo geral da Semana de Oração e ao mesmo tempo servir para a comemoração da Reforma Luterana.
O tema da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos 2017
Quando a comissão nacional alemã de planejamento se reuniu no outono de 2014, rapidamente ficou claro que os materiais desta Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos precisariam ter dois destaques. Por um lado, deveria haver uma celebração do amor e da graça de Deus, a “justificação da humanidade somente pela graça”, refletindo a idéia principal das Igrejas marcadas pela Reforma de Martinho Lutero. Por outro lado, deveria também ser reconhecida a dor das subseqüentes profundas divisões que afligiram a Igreja, com menção aberta de culpa e oferta de uma oportunidade para dar passos na direção da reconciliação.
Recentemente, foi a Exortação Apostólica do papa Francisco em 2013 Evangelii Gaudium(A Alegria do Evangelho) que deu o tema para este ano, quando usou a citação “O amor de Cristo nos impele” (nº9) Com essa frase da Escritura (2Coríntios 5,14), tomada no contexto do capítulo 5 inteiro da segunda carta aos Coríntios, a comissão alemã formulou o tema da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos 2017.
O texto bíblico: 2 Coríntios 5, 14-20
Esse texto bíblico enfatiza a reconciliação como um dom de Deus, destinado à criação inteira. “Era Deus que em Cristo reconciliava o mundo (kosmos) consigo, não imputando aos homens suas faltas e pondo em nós a palavra de reconciliação” (v 19). Como resultado da ação de Deus, a pessoa que foi reconciliada em Cristo é chamada por sua vez a proclamar essa reconciliação em palavras e atos: “O amor de Jesus nos impele” (v 14). “É em nome de Cristo que exercemos a função de embaixadores e, por nós, é o próprio Deus que, na realidade, vos dirige um apelo. Em nome do Cristo, nós vos suplicamos, deixai-vos reconciliar com Deus” (v 20). O texto enfatiza que essa reconciliação não é feita sem sacrifício. Jesus dá sua vida; ele morreu por todos. Os embaixadores da reconciliação são chamados, em seu nome, a dar suas vidas de modo semelhante. Não vivem mais para si mesmos; vivem por aquele que morreu por eles.
Os oito dias e os textos para o culto
O texto bíblico, 2 Coríntios 5,14-20, modela as reflexões dos oito dias, que desenvolvem alguns dos enfoques teológicos de versículos, da maneira seguinte:
Dia 1: Um morreu por todos
Dia 2: Não vivam mais para si mesmos
Dia 3: Não conhecemos ninguém à maneira humana
Dia 4: O mundo antigo passou
Dia 5: Tudo se tornou uma realidade nova
Dia 6: Deus nos reconciliou consigo
Dia 7: O ministério da reconciliação
Dia 8: Reconciliados com Deus
No culto, o fato de Deus em Cristo ter reconciliado o mundo consigo é uma razão para celebrar. Mas isso precisa incluir também nossa confissão de pecado antes de ouvir a Palavra proclamada e poder buscar a profunda fonte do perdão de Deus. Só então estamos prontos para testemunhar ao mundo que a reconciliação é possível.
Chamados a testemunhar
O amor de Cristo nos impele a orar, mas também a ir além de nossas preces pela unidade entre os cristãos. Congregações e Igrejas necessitam do dom da reconciliação de Deus como uma fonte de vida. Mas acima de tudo, elas precisam disso para seu testemunho comum no mundo: “que todos sejam um, como tu, Pai, estás em mim e eu em ti; que também eles estejam em nós, a fim de que o mundo creia que tu me enviaste” (João 17,21).
O mundo precisa de embaixadores da reconciliação, que destruirão barreiras, construirão pontes, promoverão a paz e abrirão portas para novos caminhos de vida em nome daquele que nos reconciliou com Deus, Jesus Cristo. Seu Espírito Santo indica o caminho na estrada para a reconciliação em seu nome.
Enquanto este texto estava sendo escrito em 2015, muitas pessoas e Igrejas na Alemanha estavam praticando a reconciliação ao oferecer hospitalidade aos numerosos refugiados que chegavam da Síria, do Afeganistão, da Eritréia, bem como de países dos Balcans ocidentais, em busca de proteção e nova vida. A prática da ajuda e de poderosas ações contra o ódio aos estrangeiros foram um claro testemunho de reconciliação para a população alemã. Como embaixadoras de reconciliação, as Igrejas ativamente prestaram assistência aos refugiados na busca de novos lares, enquanto ao mesmo tempo tentavam melhorar as condições de vida nos países que eles haviam deixado para trás. Ações concretas de ajuda são tão necessárias quanto oração em conjunto pela reconciliação e pela paz, se aqueles que estão fugindo de suas terríveis situações devem encontrar alguma esperança e consolação.
Que a fonte da gratuita reconciliação de Deus se derrame na Semana de Oração deste ano, para que muitas pessoas possam encontrar a paz e para que pontes possam ser construídas. Que pessoas e Igrejas possam ser impelidas pelo amor de Cristo a viver vidas reconciliadas e a derrubar as paredes da divisão!
PREPARAÇÃO DO MATERIAL
PARA A SEMANA DE ORAÇÃO PELA UNIDADE
DOS CRISTÃOS EM 2017
O trabalho preparatório sobre o tema da Semana deste ano foi desenvolvido por um grupo de representantes de diferentes congregações cristãs na Alemanha. Essa Comissão Nacional foi reunida pelo grupo de trabalho das Igrejas Cristãs na Alemanha (Arbeitsgemeinschaft Christlicher Kirchen/ACK), liderado pela Dra Elisabeth Dieckmann.
Estendemos nossa gratidão em particular às pessoas encarregadas do ACK, os membros dessa Comissão Nacional e os que contribuíram para ele material:
·Dr. Eberhard Amon (Prelado, Conferência dos Bispos Alemães)
·Pastor Bernd Densky (Pastor Batista, Consultor do ACK)
·Sra Dra Elisabeth Dieckmann (Secretária do ACK, Igreja Católica)
·Sra Leonie Grüning (Pastora, Igreja Evangélica da Alemanha/EKD)
·Sra Anette Gruschwitz (Pastora, Igreja Metodista)
·Arcebispo Constantin Miron (Conferência Ortodoxa de Bispos)
·Pfarrer Scott Morrison, (Pastor, Igreja Evangélica Luterana Independente)
·Sra Ruth Raab-Zerger (Igreja Menonita)
·Sra Dra Dagmar Stoltmann-Lukas (Consultora, Vicariato Geral dos Bispos)
·Sr Jan-Henry Wanink (Pastor, Igreja Reformada na Alemanha)
·Sra Allison Werner-Hoenen (Pastora, Igreja Evangélica da Alemanha/EKD)
·Sr Marc Witzenbacher (Consultor da Igreja Evangélica da Alemanha/EKD)
Os textos propostos neste livreto foram finalizados durante um encontro do Comitê Internacional nomeado pela Comissão de Fé e Ordem do Conselho Nacional de Igrejas e pelo Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos. Os membros desse Comitê se reuniram com a Comissão Nacional em setembro de 2015 no hotel Luther de Wittenberg/ Alemanha. Eles reconheceram intensamente a generosa hospitalidade do ACK no acolhimento do encontro. Em particular querem agradecer a Bernd Densky, que preparou tudo para facilitar o trabalho e que cuidou de cada participante. O grupo de trabalho também foi generosamente acompanhado e guiado numa visita a Wittenberg e Eisleben pelo Sr. Jürgen Dittrich, um pastor luterano da localidade, que é responsável pelo trabalho ecumênico na igreja local de Saxony-Anhalt. Juntos, começaram pela visita a Wittenberg, onde Martinho Lutero viveu com sua família e trabalhou depois de ter deixado o monastério em Erfurt. Também foram ao famoso castelo da igreja, onde os reformadores alemães provavelmente expuseram as 95 teses. Além disso, o grupo visitou o lugar de nascimento de Lutero e a igreja do seu Batismo em Eisleben. Essas visitas proporcionaram profundas intuições a respeito do significado e da influência de Martin Lutero na Reforma na Alemanha.
Um encontro no começo da noite com representantes locais de diferentes congregações cristãs foi muito proveitoso para o entendimento do panorama religioso da Alemanha, especialmente em seu lado oriental.
CELEBRAÇÃO ECUMÊNICA
Introdução ao culto
Reconciliação — É o amor de Cristo que nos impele
(cf. 2 Coríntios 5,14-20)
Comemoração do 500Aniversário da Reforma
As Igrejas na Alemanha decidiram comemorar este aniversário como uma Christusfest (uma celebração ecumênica de Cristo). A Reforma foi a ocasião de um foco renovado na salvação pela graça através da fé em Jesus Cristo. Alegramo-nos pela salvação de Deus centrada na cruz de Cristo, que supera divisões e nos atrai para a união. Nesta celebração abertamente confessamos e pedimos perdão pelos pecados de divisão que se seguiram à Reforma. O culto celebrará Cristo e seus atos de reconciliação, que tocam o coração dos cristãos divididos para que se tornem embaixadores de Cristo como ministros de reconciliação.
Os conteúdos da celebração
O tema “Reconciliação - é o amor de Cristo que nos impele” nos leva a celebrar a irrevogável reconciliação que temos recebido pela fé em Jesus Cristo. O amor de Cristo se torna a força impulsionadora que nos leva além das nossas divisões na direção de atos de reconciliação.
Com salmos e canções nos reunimos em nome de Jesus louvando a Deus por suas maravilhosas obras. Confessamos nossos pecados de divisão e fazemos nosso pedido de perdão. A proclamação da Palavra ilumina a ação reconciliadora de Cristo como “aquele que morreu por todos” (v 14). Os fiéis respondem a essa boa nova aceitando o chamado para serem ministros de reconciliação.
Ações simbólicas na celebração
O muro
Em 1989 houve a queda do Muro de Berlin, que começou com o Movimento de Oração pela Paz na República Democrática Alemã (GDR - Alemanha oriental), no qual as pessoas colocavam velas em janelas e portas e oravam por liberdade. Horst Sindermann, um membro da liderança da GDR até 1989, observou que “tínhamos planejado tudo. Estávamos preparados para tudo, menos para velas e orações”. Por isso a divisão dos cristãos e a reconciliação que buscamos é representada pela construção e derrubada de um muro. Isso pode ser um símbolo de esperança para qualquer situação em que a divisão parece insuperável. Assim, a construção de um muro simbólico na confissão dos pecados, a presença visível desse muro durante a proclamação da Palavra e, finalmente, o desmonte desse muro para formar uma cruz como símbolo de esperança, dão-nos coragem de abordar essas terríveis divisões e de superá-las com a ajuda de Deus.
Orientações/Material: Construindo e derrubando o Muro
“Divisão devida a nosso pecado”: depois de uma breve introdução alguns membros da congregação vão construir um muro de separação representando os pecados e a divisão que confessamos. O muro fica exposto durante o culto até a parte que tem como título “Responder na fé - viver em reconciliação”. Nesse ponto as pedras serão removidas do muro e colocadas na forma de uma cruz.
Dependendo do tamanho do espaço celebrativo, os seguintes materiais serão necessários para essa ação simbólica: 12 caixas do mesmo tamanho (por exemplo: caixas de sapato ou de transporte de outros materiais), cobertas com papel de embrulho para formar as “pedras”. No lado da frente de cada caixa, coloca-se um rótulo (falta de amor; ódio e desprezo; acusações falsas; discriminação; perseguição; quebra de comunhão; intolerância; guerras religiosas; divisão; abuso de poder; isolamento; orgulho). À medida que cada pecado é mencionado, a pedra é colocada para formar o muro. Depois de um momento de silêncio, o colocador de pedras faz um pedido de perdão, ao qual a congregação responde “perdoa os nossos pecados, assim como perdoamos aqueles que pecam contra nós.”
Depois da proclamação da Palavra de Deus, concluída com a homilia, vem uma prece pela reconciliação. À medida que o muro vai sendo desmantelado e as pedras vão sendo colocadas na forma da cruz, um canto de reconciliação ou um hino de glória pela cruz é cantado.
Para celebrações em grupos pequenos, uma alternativa litúrgica pode ser aumentar o espaço ou a substituição do muro por testemunhos pessoais. Esses testemunhos na primeira parte devem abordar situações que tenham sido dolorosas para outros. Na segunda parte, que diz respeito à resposta de fé, podem ser relatadas histórias sobre reconciliação e atos de cura.
Velas
Após o Credo, são oferecidas quatro preces de intercessão. Depois de cada pedido, três pessoas acendem suas velas a partir de uma fonte central de luz (um círio pascal, por exemplo) e permanecem de pé ao redor da cruz até a parte que tem o título “comissão que vem de Cristo”. Depois dessa parte, as doze pessoas passam a luz pela congregação até que cada participante tenha sua vela acesa. O culto se conclui com bênção e envio.
Roteiro do culto
D: Dirigente
A: Assembléia
L: Leitor
I. Reunidos em nome de Jesus
Hinos para a reunião (serão escolhidos em cada local)
Entrada em procissão com a Bíblia
Abertura
D: Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo
A: Amém
D: A graça e a paz de Deus, que nos reconciliou consigo pelo Cristo estejam com todos. (2 Coríntios 5,18)
A: E contigo também.
Palavras de introdução
D: Caros irmãos e irmãs em Cristo, este ano muitos cristãos e Igrejas estarão comemorando o aniversário da Reforma. São Paulo nos recorda que Deus nos reconciliou através de Cristo e que o amor de Cristo nos impele a ser ministros da reconciliação. Adoremos e louvemos a Deus juntos na unidade do Espírito Santo!
Salmo 98 (cantado) ou um hino de louvor
II. Divididos por nossos pecados (confissão)
Convite à confissão
D: No curso da história, tem havido muitos movimentos de renovação na Igreja, que está sempre necessitada de uma conversão mais profunda a seu Mestre, Jesus Cristo. Às vezes esses movimentos têm levado a indesejáveis divisões. Esse fato contradiz o que Jesus pede ao Pai em João 17,23: “que eles cheguem à unidade perfeita e, assim, o mundo possa conhecer que tu me enviaste e os amaste como tu me amaste.” Confessemos nossos pecados e oremos por perdão e cura das feridas que resultaram de nossas divisões. Ao mencionarmos esses pecados veremos como eles se tornam um muro que nos divide.
Silêncio
D: Oremos: Deus e Pai do céu, viemos a ti em nome de Jesus. Experimentamos renovação através do teu Santo Espírito, e ainda assim construímos muros que nos dividem, muros que prejudicam a comunidade e a unidade. Trazemos diante de ti agora as pedras com que construímos nossos muros e te pedimos perdão e cura.
A: Amém.
À medida que cada pecado é nomeado, a pedra correspondente é trazida para construir o muro. Depois de um momento de silêncio, o portador da pedra (L) faz a prece por perdão e a comunidade responde “perdoa nossos pecados, assim como perdoamos aqueles que pecam contra nós”.
D: Uma pedra em nosso muro é “falta de amor”
A pedra com o rótulo “falta de amor” é colocada.
L1: Deus de toda graça, o amor de Cristo nos impele a pedir perdão por todas as ocasiões em que falhamos no amor. Humildemente pedimos:
A: Perdoa os nossos pecados, assim como perdoamos aqueles que pecam contra nós.
D: Uma pedra em nosso muro é “ódio e desprezo”.
A pedra com o rótulo “ódio e desprezo” é colocada.
L 2: Deus de toda graça, o amor de Cristo nos impele a pedir perdão por nosso ódio e desprezo de uns com os outros. Humildemente pedimos:
A: Perdoa os nossos pecados, assim como perdoamos aqueles que pecam contra nós.
D: Uma pedra em nosso muro é “falsa acusação”.
A pedra com o rótulo “falsa acusação” é colocada.
L 3: Deus de toda graça, o amor de Cristo nos impele a pedir perdão por denunciar e falsamente acusar uns aos outros. Humildemente pedimos:
A: Perdoa os nossos pecados, assim como perdoamos aqueles que pecam contra nós.
D: Uma pedra em nosso muro é “discriminação”.
A pedra com o rótulo “discriminação” é colocada.
L 4: Deus de toda graça, o amor de Cristo nos impele a pedir perdão por todas as formas de preconceito e discriminação de uns para outros. Humildemente pedimos:
A: Perdoa os nossos pecados, assim como perdoamos aqueles que pecam contra nós.
Resposta cantada: Senhor, perdoa-nos. 
Comissões locais escolhem suas próprias respostas cantadas.
D: Uma pedra em nosso muro é “perseguição”.
A pedra com o rótulo “perseguição” é colocada.
L 5: Deus de toda graça, o amor de Cristo nos impele a pedir perdão por perseguir e torturar uns aos outros. Humildemente pedimos:
A: Perdoa os nossos pecados, assim como perdoamos aqueles que pecam contra nós.
D: Uma pedra em nosso muro é “quebra de comunhão”.
A pedra com o rótulo “quebra de comunhão” é colocada.
L 6: Deus de toda graça, o amor de Cristo nos impele a pedir perdão por perpetuar a quebra de comunhão entre nossas Igrejas. Humildemente pedimos:
A: Perdoa os nossos pecados, assim como perdoamos aqueles que pecam contra nós.
D: Uma pedra em nosso muro é “intolerância”.
A pedra com o rótulo “intolerância” é colocada.
L 7: Deus de toda graça, o amor de Cristo nos impele a pedir perdão por banir nossos irmãos e irmãs de nossa terra natal comum no passado e por atos de intolerância religiosa dos tempos de hoje. Humildemente pedimos:
A: Perdoa os nossos pecados, assim como perdoamos aqueles que pecam contra nós.
D: Uma pedra em nosso muro são as “guerras religiosas”.
A pedra com o rótulo “guerras religiosas” é colocada.
L 8: Deus de toda graça, o amor de Cristo nos impele a pedir perdão por todas as guerras que promovemos uns contra os outros em seu nome. Humildemente pedimos:
A: Perdoa os nossos pecados, assim como perdoamos aqueles que pecam contra nós.
Resposta cantada: Senhor, perdoa-nos.
D: Uma pedra em nosso muro é “divisão”.
A pedra com o rótulo “divisão” é colocada
L 9: Deus de toda graça, o amor de Cristo nos impele a pedir perdão por vivermos nossa vida cristã em divisão uns com os outros e desviados de nosso chamado comum para a cura de toda criação. Humildemente pedimos:
A: Perdoa os nossos pecados, assim como perdoamos aqueles que pecam contra nós.
D: Uma pedra em nosso muro é “abuso de poder”.
A pedra com o rótulo “abuso de poder” é colocada.
L 10: Deus de toda graça, o amor de Cristo nos impele a pedir perdão por nosso abuso de poder. Humildemente pedimos:
A: Perdoa os nossos pecados, assim como perdoamos aqueles que pecam contra nós.
D: Uma pedra em nosso muro é “isolamento”.
A pedra com o rótulo “isolamento” é colocada.
L 11: Deus de toda graça, o amor de Cristo nos impele a pedir perdão pelas vezes em que nos temos isolado de nossos irmãos e irmãs cristãos e das comunidades em que vivemos. Humildemente pedimos:
A: Perdoa os nossos pecados, assim como perdoamos aqueles que pecam contra nós.
D: Uma pedra em nosso muro é “orgulho”.
A pedra com o rótulo “orgulho” é colocada.
L 12: Deus de toda graça, o amor de Cristo nos impele a pedir perdão por nosso orgulho. Humildemente pedimos:
A: Perdoa os nossos pecados, assim como perdoamos aqueles que pecam contra nós.
Resposta cantada: Senhor, perdoa-nos.
D: Oremos: Senhor, nosso Deus, olha para este muro que temos construído, que nos separa de ti e uns dos outros entre nós. Perdoa os nossos pecados. Cura-nos. Ajuda-nos a vencer todos os muros de divisão e torna-nos um em Ti.
A: Amém.
Hino/Canto/Música para meditação
III. Reconciliemo-nos com Deus – Ouçamos a Palavra de Deus
Primeira leitura: Ezequiel 36,25-27
Salmo responsorial: 18,25-32 (cantado)
Coro: Eu te amo, Senhor, minha força.
D: Então o Senhor me retribuiu segundo a minha justiça,
Segundo a pureza que viu em minhas mãos.
Com o fiel és fiel, com o homem íntegro, integro
Com o puro és puro, com o perverso, astuto
Coro: Eu te amo, Senhor, minha força.
D: Transformas em vencedor um povo humilhado
E humilhas o olhar altaneiro dos orgulhosos.
Fazes luzir minha lâmpada. O Senhor meu Deus ilumina minhas trevas.
É contigo que transponho o fosso, é com meu Deus que atravesso a muralha.
Coro: Eu te amo, Senhor, minha força.
D: Deste Deus, o caminho é perfeito, a palavra do Senhor deu suas provas.
Ele é o escudo de todos que o têm como refúgio.
Quem, pois, é deus senão o Senhor? Quem, pois, é a Rocha, senão o nosso Deus?
Coro: Eu te amo, Senhor, minha força.
Segunda leitura: 2 Coríntios 5,14-20
Aleluia (canto)
Leitura do Evangelho: Lucas 15,11-24
Aleluia (canto)
Homilia
IV. Resposta na fé – Vivamos reconciliados
Enquanto o muro é desmantelado e as pedras são colocadas na forma de uma cruz, entoa-se um canto de reconciliação ou um hino de glorificação da cruz.
D: Oremos: Generoso Deus e Pai do Céu, temos escutado tua Palavra que diz que nos reconciliaste contigo através de teu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor. Pelo poder do Espírito Santo, transforma nossos corações de pedra. Ajuda-nos a agir como ministros de reconciliação e cura as divisões de nossas Igrejas para que possamos servir melhor como instrumentos de tua paz no mundo.
A: Amém.
A paz
D: A paz do Senhor esteja sempre convosco.
Ofereçamos uns aos outros um sinal de paz..
Hino/Canto
(Coleta das ofertas)
V. Resposta na fé – Proclamemos a reconciliação
Credo (ecumênico)
Preces de intercessão
Depois de cada pedido, três pessoas acendem suas velas numa fonte central de luz – por exemplo: um círio pascal – e permanecem de pé ao redor da cruz até a parte que tem o título de “Comissão que vem de Cristo”.
L 1: Todo poderoso Deus, enviaste teu Filho Jesus Cristo para reconciliar contigo o mundo. Nós te louvamos por aqueles que enviaste no poder do Espírito para pregar o Evangelho às nações. Agradecemos por ter em todas as partes do mundo uma comunidade de amor que foi reunida com preces e trabalhos, e porque em todos os lugares teus servos proclamam teu nome. Que o teu Espírito desperte em toda comunidade uma fome e sede de unidade no teu amor. Oremos ao Senhor:
Resposta (falada ou cantada): Senhor, escuta a nossa prece.
Com tempo suficiente para que os encarregados possam acender suas velas no círio pascal.

L 2: Generoso Deus, oramos por nossas Igrejas. Enche-as com toda verdade e paz. Onde a fé estiver corrompida, purifica-a; onde as pessoas se extraviam, redireciona seus caminhos; onde falham na proclamação do Evangelho, reforma-as; onde testemunham o que é certo, fortalece-as; onde estiverem passando necessidades, dá-lhes o que precisam; e onde estão divididas, restabelece a união. Oremos ao Senhor:
Resposta (falada ou cantada): Senhor, escuta a nossa prece.
Com tempo suficiente para que os encarregados possam acender suas velas no círio pascal.

L 3: Deus Criador, nos fizeste à tua imagem e nos redimiste por Jesus Cristo, teu Filho. Olha por toda a família humana com compaixão; retira a arrogância e o ódio que infectam nossos corações; derruba os muros que nos separam; torna-nos unidos em laços de amor. E, mesmo em nossas fraquezas, age para realizar teus projetos na terra, para que todos os povos e nações possam te servir em harmonia ao redor de teu trono celestial. Oremos ao Senhor:
Resposta (falada ou cantada): Senhor, escuta a nossa prece.
Com tempo suficiente para que os encarregados possam acender suas velas no círio pascal.

L 4: Santo Espírito, Doador da Vida, fomos criados para sermos plenos em Ti e para partilhar esta vida na terra com nossos irmãos e irmãs. Desperta em cada um de nós tua compaixão e amor. Dá-nos força e coragem para trabalhar pela justiça onde estivermos, para criar paz dentro de nossas famílias, para confortar os doentes e os que estão morrendo e para partilhar tudo que temos com aqueles que estão carentes do necessário. Pela transformação de todo coração humano, oremos ao Senhor:
Resposta (falada ou cantada): Senhor, escuta a nossa prece.
Com tempo suficiente para que os encarregados possam acender suas velas no círio pascal.

A Oração do Senhor (Pai Nosso, versão ecumênica)
Pai nosso, que estás nos céus,
santificado seja o teu nome, venha o teu Reino,
seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu.
O pão nosso de cada dia nos dá hoje,
perdoa-nos as nossas ofensas,
assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido.
E não nos deixes cair em tentação,
mas livra-nos do mal.
Pois teu é o Reino, o poder e a glória para sempre. Amém.
VI. Embaixadores de Cristo – Ministros de reconciliação
Comissão que nos vem de Cristo
Os doze fazem passar as velas por toda a congregação até que cada pessoa tenha uma vela acesa.
D: Uma vela acesa é um símbolo profundamente humano: ilumina a escuridão, cria calor humano, segurança e comunidade. Simboliza Cristo, a luz do mundo. Como embaixadores de Cristo carregaremos esta luz para o mundo, para os lugares escuros onde brigas, discordâncias e divisões impedem nosso testemunho conjunto. Que a luz de Cristo promova reconciliação em nossos pensamentos, palavras e ações.
Recebam a Luz de Cristo e levem-na para as partes escuras do nosso mundo! Sejam ministros da reconciliação! Sejam embaixadores de Cristo!
Bênção e Envio
D: A Ti clamamos, muito misericordioso Deus:
Que todos os que buscam reconciliação sintam a tua ajuda para que possam proclamar teus grandiosos atos de Amor! Isso te pedimos em nome de teu Filho, Jesus Cristo nosso Senhor.
A: Amém.
D: Que a bênção de Deus todo poderoso, Pai, Filho e Espírito Santo, venha sobre vós e permaneça convosco para sempre.
A: Amém.
D: Ide na paz de Deus
A: Graças a Deus.
Hino/Canto: escolhido pela comissão local de planejamento.

REFLEXÕES BÍBLICAS E ORAÇÕES
 PARA OS OITO DIAS
DIA 1Um morreu por todos(2 Coríntios 5,14)
 

Isaías 53,4-12Ele deu sua vida como um sacrifício de reparação
Salmo118,1.14-29Deus não me entregou à morte
1 João 2,1-2Cristo morreu por todos
João 15,13-17Dando sua vida por aqueles a quem ama
 

Comentário
Quando Paulo se converteu a Cristo, chegou a uma nova radical compreensão: uma pessoa tinha morrido por todos. Jesus não simplesmente morreu por seu próprio povo, não apenas por aqueles que simpatizavam com seus ensinamentos. Ele morreu por todas as pessoas, do passado, do presente e do futuro. Fiéis ao Evangelho, muitos cristãos ao longo dos séculos entregaram suas vidas por seus amigos. Uma dessas pessoas foi o franciscano Maximiliano Kolbe, que foi aprisionado no campo de concentração de Auschwitz e que em 1941 voluntariamente deu sua vida para que um companheiro de prisão pudesse viver.
Porque Jesus morreu por todos, todos morreram com ele (2 Coríntios 5,14). Morrendo com Cristo, nosso velho modo de viver se torna uma coisa do passado e entramos em uma nova forma de existência: vida abundante – uma vida na qual podemos experimentar consolo, confiança e perdão, ainda hoje – uma vida que continua a ter sentido depois da morte. Essa nova vida é vida em Deus.
Tendo chegado a essa conclusão, Paulo se sentiu compelido pelo amor de Cristo a pregar a Boa Nova de reconciliação com Deus. As Igrejas cristãs partilham essa mesma missão de proclamar a mensagem do Evangelho. Precisamos nos perguntar como podemos proclamar esse evangelho de reconciliação diante de nossas divisões.
Questionamentos
· O que significa dizer que Jesus morreu por todos?
· O pastor alemão Dietrich Bonhoeffer escreveu: “Sou um irmão para outra pessoa através daquilo que Jesus Cristo fez por mim e para mim; a outra pessoa se tornou uma irmã para mim através do que Jesus fez por ela.” Como isso afeta nosso modo de ver os outros?
· Quais são as consequências disso para o diálogo ecumênico e inter-religioso?
Oração
Deus nosso Pai,
em Jesus nos deste aquele que morreu por todos;
Ele viveu nossa vida e morreu nossa morte;
aceitaste seu sacrifício e o elevaste a nova vida contigo;
concede que nós, que morremos com ele,
nos tornemos um pelo Santo Espírito
e vivamos na grandeza de tua divina presença
agora e para sempre. Amém.
DIA 2 Não vivam mais para si mesmos (2 Coríntios 5,15)
 

Miquéias 6,6-8 Deus te deu a conhecer o que é bom
Salmo 25,1-5Dá-me a conhecer os teus caminhos, Senhor
1 João 4,19-21Amamos porque Deus nos amou primeiro
Mateus 16,24-26Quem perder sua vida por minha causa irá salvá-la
 

Comentário
Pela morte e ressurreição de Jesus Cristo, fomos libertados da necessidade de criar nosso próprio sentido e de viver somente por nossa própria força. Em vez disso, vivemos no poder doador de vida de Cristo, que viveu, morreu e se ergueu de novo por nós. Quando “perdemos” nossa vida por causa dele, nós a ganhamos.
Os profetas se viram constantemente motivados por questões que dizem respeito ao modo de viver diante de Deus. O profeta Miquéias achou uma resposta bem clara para para isso: “respeitar o direito, amar a fidelidade e caminhar humildemente com teu Deus”. O autor do salmo 25 sabia que não podemos fazer isso sozinhos e clamou a Deus por orientação e força.
Nos últimos anos, isolamento social e crescente solidão têm se tornado importantes temas na Alemanha, bem como em muitas sociedades contemporâneas. Os cristãos são chamados a desenvolver novas formas de vida comunitária na qual partilhemos nossos meios de vida com outros e alimentemos o apoio entre as gerações. O chamado do Evangelho a viver não para nós mesmos mas para Cristo é também um chamado para ir ao encontro de outros e derrubar barreiras de isolamento.
Questionamentos
·Como nossa cultura nos tenta a viver só para nós mesmos e não para outros?
·De que maneiras podemos viver para outros em nossa vida cotidiana?
·Quais são as implicações ecumênicas do chamado para não viver mais somente para nós mesmos?
Oração
Deus nosso Pai,
em Jesus Cristo nos libertaste para uma vida
que vai além de nós mesmos;
orienta-nos com teu Espírito
e ajuda-nos a orientar nossas vidas
como irmãs e irmãos em Cristo,
que viveu, sofreu, morreu e ressuscitou por nós,
e que vive e reina para todo sempre. Amém.

DIA 3 Não conhecemos ninguém à maneira humana(2 Coríntios 5,16)
 

1 Samuel 16,1.6-7O Senhor não vê as aparências, mas o coração
Salmo 19,7-13O mandamento do Senhor é límpido, ilumina os olhos
Atos 9,1-19Saulo se torna Paulo
Mateus 5,1-12As Bem-aventuranças
 

Comentário
O encontro com Cristo transforma tudo. Paulo teve essa experiência na estrada para Damasco. Pela primeira vez ele pode ver Jesus como aquilo que ele realmente era: o Salvador do mundo. Seu ponto de vista foi completamente mudado. Ele teve de deixar de lado seu julgamento humano, marcado pelo mundo.
O encontro com Cristo muda igualmente nossa perspectiva. No entanto, frequentemente ficamos no passado e julgamos por critérios humanos. Fazemos coisas ou proclamações “em nome do Senhor” que, na verdade, podem estar apenas a nosso serviço. Ao longo da história, na Alemanha e em muitos outros países, tanto os governantes como as próprias Igrejas têm usado mal seu poder e sua influência em busca de objetivos políticos injustos.
Transformados por seu encontro com Cristo, em 1741, os cristãos da Igreja Morávia (Herrnhuter) responderam ao chamado para não olhar ninguém a partir de um ponto de vista humano, escolhendo “submeter-se à lei de Cristo”. Para nos submetermos à lei de Cristo hoje, somos chamados e ver os outros como Deus os vê, sem desconfiança ou preconceito.
Questionamentos
·Onde posso identificar experieências como essa de Damasco em minha vida?
·O que muda quando percebemos outros cristãos ou pessoas com outros tipos de fé do modo como Deus as vê?
Oração
Deus Uno e Trino, és a origem
e o objetivo de todas as coisas vivas;
perdoa-nos quando só pensamos em nós mesmos
e ficamos cegos por causa de nossos próprios padrões;
abre nossos corações e nossos olhos;
ensina-nos a ser amáveis, acolhedores e generosos,
para que possamos crescer na unidade que é teu dom.
A ti a honra e o louvor, agora e para sempre. Amém.

DIA 4 O mundo antigo passou (2 Coríntios 5,17)
 

Gênesis 19,15-26Não olhes para trás
Salmo 77,5-15Deus é sempre fiel
Filipenses 3,7-14Esquecendo o que ficou para trás
Lucas 9,57-62Conserva tua mão no arado
 

Comentário
Frequentemente vivemos do passado. Olhar para trás pode ser útil, e às vezes é necessário para a cura de nossas memórias. Mas pode também nos paralizar e nos impedir de viver o presente. A mensagem de Paulo aqui é libertadora: tudo o que é passado ficou para trás.
A Bíblia nos estimula a conservar em mente o passado, a buscar fortalecimento a partir de nossas memórias, e a lembrar o bem que Deus tem feito. No entanto, também nos pede para abandonar o que está ultrapassado, mesmo o que foi bom, para que possamos seguir Cristo e viver nele uma nova vida.
Durante este ano, o trabalho de Martin Lutero e outros reformadores está sendo comemorado por muitos cristãos. A Reforma mudou muita coisa na vida da Igreja ocidental. Muitos cristãos deram heróico testemunho e muitos foram renovados em sua vida cristã. Ao mesmo tempo, como mostra a Escritura, é importante não ficar limitados ao que aconteceu no passado, mas deixar que o Espírito Santo abra para nós um novo futuro no qual a divisão está superada e o povo de Deus se completa na unidade.
Questionamentos
·O que podemos aprender lendo juntos a história de nossas divisões e de nossa mútua desconfiança?
·O que precisa mudar na minha Igreja para que as divisões possam ser superadas e o que nos une possa ser fortificado?
Oração
Senhor Jesus Cristo,
o mesmo, ontem, hoje e para sempre,
cura as feridas do nosso passado,
abençoa nossa peregrinação na direção da unidade hoje
e guia-nos para o futuro,
quando serás tudo em todos,
com o Pai e o Espírito Santo,
para todo o sempre. Amém.

DIA 5 Tudo se tornou uma realidade nova (2 Coríntios 5,17)
 

Ezequiel 36,25-27Recebendo de Deus um novo coração
Salmo 126Ficando repletos de alegria
Colossenses 3,9-17Sendo renovados em Cristo
João 3,1-8Nascendo do Espírito
 

Comentário
Paulo encontrou Cristo, o Senhor ressuscitado, e se tornou uma pessoa renovada – exatamente como acontece com todos que crêem em Cristo. Essa nova criação não é visível a olho nu. Em vez disso, é uma realidade de fé. Deus vive em nós pelo poder do Espírito Santo e nos deixa partilhar a vida da Trindade.
Por esse ato de nova criação, a Queda é superada e somos levados a um relacionamento salvífico com Deus. Coisas verdadeiramente espantosas podem ser ditas a nosso respeito: como disse Paulo, em Cristo somos uma nova criação; somos um em Cristo e ele vive em nós; em Cristo somos “um reino de sacerdotes” (Ap 5,10) quando a Ele damos graças por vencer a morte e proclamamos a promessa da nova criação.
Essa nova vida se torna visível quando permitimos que ela tome corpo e a vivemos em “compaixão, bondade, humildade, gentileza e paciência”. Isso precisa também se tornar aparente em nossas relações ecumênicas. É uma convicção comum em muitas Igrejas que, quanto mais estivermos em Cristo, mais próximos estaremos uns dos outros. Especialmente neste 500º aniversário da Reforma, recordamos tanto as conquistas como as tragédias de nossa história. O amor de Cristo nos impele a viver como seres renovados em ativa busca de unidade e reconciliação.
Questionamentos
·O que me ajuda a reconhecer que sou uma nova criação em Cristo?
·Quais são os passos que preciso dar para viver minha vida nova em Cristo?
·Quais são as implicações ecumênicas de ser uma nova criação?
Oração
Deus Uno e Trino,
tu te revelaste a nós como Pai e Criador,
como Filho e Salvador,
e como Espírito e doador de vida, e ainda assim és Um;
ultrapassas nossas fronteiras humanas e nos renovas;
dá-nos um novo coração para vencer
tudo que põe em risco nossa unidade em ti.
Assim te pedimos em nome de Jesus Cristo,
pelo poder do Espírito Santo. Amém.

DIA 6 Deus nos reconciliou consigo (2 Coríntios 5,18)
 

Gênesis 17,1-8Deus faz uma aliança com Abraão
Salmo 98O mundo viu a vitória de Deus
Romanos 5,6-11Deus nos reconciliou consigo por Jesus Cristo
Lucas 2,8-14Proclamação da boa nova
 
Comentário
Reconciliação tem dois lados: é fascinante e assustadora ao mesmo tempo. Ela nos atrai, fazendo-nos desejá-la: dentro de nós mesmos, uns com os outros e entre nossas diferentes tradições confessionais. Vemos o preço e nos assusta, pois reconciliação significa renunciar a nosso desejo de poder e reconhecimento. Em Cristo, Deus gratuitamente nos reconcilia consigo, mesmo que nos tenhamos afastado dele. A ação de Deus vai ainda mais além: Deus reconcilia consigo não somente a humanidade, mas o conjunto da criação.
No Antigo Testamento Deus foi fiel e misericordioso com o povo de Israel, com o qual estabeleceu uma aliança. Essa aliança permanece: “os dons e o chamamento de Deus são irrevogáveis” (Rom 11,29). Jesus, que inaugurou a nova aliança em seu sangue, era um filho de Israel. Freqüentemente na história, nossas Igrejas tem falhado em reconhecer e honrar isso. Depois do Holocausto, é tarefa especial das Igrejas da Alemanha o combate ao anti-semitismo. Do mesmo modo, todas as Igrejas são chamadas a cultivar reconciliação em suas comunidades e a resistir a todas as formas de discriminação humana, porque somos todos participantes da aliança de Deus.
Questionamentos
·De que modo nós, como comunidades cristãs, compreendemos o que é ser parte da aliança de Deus?
·Que formas de discriminação nossas Igrejas precisam enfrentar hoje em nossas sociedades?
Oração
Misericordioso Deus,
que por amor fizeste uma aliança com teu povo;
fortalece-nos para que possamos resistir
a toda forma de discriminação;
que o dom de tua amorosa aliança
nos encha de alegria e nos inspire a construir uma unidade maior;
é o que te pedimos por Jesus Cristo, nosso Senhor ressuscitado,
que vive e reina contigo e com o Espírito Santo
agora e para sempre. Amém.

DIA 7  O ministério da reconciliação (2 Coríntios 5,18-19)
 

Gênesis 50,15-21José se reconcilia com seus irmãos
Salmo 72O Reino de Deus traz o direito e a paz
1 João 3,16b-21O amor de Deus nos impele a amar uns aos outros
João 17,20-26Jesus ora pela unidade de sua Igreja
 
Comentário
Reconciliação entre Deus e a humanidade é realidade central em nossa fé cristã. Paulo estava convencido de que o amor de Cristo nos impele a levar a reconciliação de Deus a funcionar em todos os aspectos de nossa vida. Hoje isso nos leva a examinar nossas consciências em relação a nossas divisões. Como demonstra a história de José, Deus sempre dá a graça necessária para a cura de relacionamentos quebrados.
Os grandes reformadores, como Martin Lutero, Ulrich Zwinglio e João Calvino, bem como muitos que permaneceram católicos, como Inácio de Loyola, Francisco de Sales e Carlos Borromeu, buscaram trazer renovação para a Igreja ocidental. No entanto, o que poderia ter sido uma história da graça de Deus foi também marcado pelo pecado humano e se tornou uma história da derrota da unidade do povo de Deus. Afetadas por pecado e guerra, a hostilidade e a suspeita mútuas se aprofundaram ao longo dos séculos.
O ministério da reconciliação inclui o trabalho para superar divisões dentro do cristianismo. Hoje, muitas Igrejas cristãs trabalham juntas com mútua confiança e respeito. Um exemplo positivo de reconciliação ecumênica é o diálogo entre a Federação Luterana Mundial e a Conferência Mundial Menonita. Depois que os resultados do diálogo foram publicados no documento “Memórias em cura: Reconciliação em Cristo”, as duas organizações promoveram um culto penitencial em 2010, seguido de outros cultos de reconciliação na Alemanha e em muitos outros países.
Questionamentos
·Onde vemos a necessidade de um ministério de reconciliação em nosso contexto?
·Como estamos respondendo a essa necessidade?
Oração
Deus de toda bondade,
nós te agradecemos por reconciliar
o mundo inteiro contigo em Cristo.
Reforça os ministérios de reconciliação em todos nós,
nas nossas comunidades e nas nossas Igrejas.
Cura nossos corações e ajuda-nos a espalhar tua paz.
“Onde houver ódio, deixa-nos semear o amor;
onde houver injúria, o perdão;
onde houver dúvida, a fé;
onde houver desespero, esperança;
onde houver escuridão, luz;
onde houver tristeza, alegria”.
Assim te pedimos em nome de Cristo Jesus,
pelo poder do Espírito Santo. Amém.

DIA 8  Reconciliados com Deus (2 Coríntios5,20)
 

Miquéias 4,1-5Nos últimos dias a justiça reinará
Salmo 87Contam-se coisas gloriosas sobre Deus
Apocalipse 21,1-5aDeus fará um novo céu e uma nova terra
João 20,11-18O encontro com Cristo ressuscitado leva a uma missão pessoal
 
Comentário
E se as profecias na Bíblia de fato se tornarem realidade? E se as guerras entre povos pararem e se coisas capazes de dar vida forem feitas dos armamentos de guerra? E se a justiça e a paz reinarem, uma paz que seja mais do que simplesmente a ausência de guerra? E se toda a humanidade se unir para uma celebração na qual nem mesmo uma única pessoa seja marginalizada? E se de fato não houver mais luto, nem lágrimas, nem morte? Seria a culminância da reconciliação trazida por Deus em Jesus Cristo. Seria o céu!
Salmos, cânticos e hinos nos fazem cantar sobre o dia em que a criação em sua perfeição atingirá finalmente o seu objetivo, o dia em que Deus vai ser “tudo em todos”. Eles nos falam sobre a esperança cristã do cumprimento do Reino de Deus, quando o sofrimento será transformado em alegria. Nesse dia, a Igreja se revelará em sua beleza e graça como corpo único de Cristo. Sempre que nos unimos no Espírito para cantar juntos sobre o cumprimento das promessas de Deus, os céus se abrem e começamos aqui e agora a dançar a melodia da eternidade.
Como podemos já experimentar essa presença celestial, celebremos juntos. Podemos ficar inspirados a partilhar imagens, poemas e canções de nossas particulares tradições. Esses materiais podem abrir para nós espaços para viver a experiência de nossa fé comum na esperança do Reino de Deus.
Questionamentos
·Como você visualiza o céu?
·Que canções, histórias, poemas e figuras de sua tradição lhe dão o sentimento de estar participando da realidade da eternidade de Deus?
Oração
DeusUno e Trino, Pai, Filho e Espírito Santo,
nós te agradecemos por esta Semana de Oração,
por estarmos juntos como cristãos
e pelas diferentes maneiras
como experimentamos a tua presença,
queremos sempre saber louvar juntos teu nome santo
para que continuemos a crescer
em unidade e reconciliação. Amém.
A SITUAÇÃO ECUMÊNICA
 NA ALEMANHA 
[1]
Trabalhando juntos numa sociedade em mudança
Dos 81 milhões de habitantes na Alemanha de hoje, 50 milhões são cristãos. A maioria deles pertence à Igreja Católica Romana ou a uma das Igrejas regionais protestantes que juntas formam a Igreja Evangélica na Alemanha (EKD). Embora pequenas em comparação, há também “Igrejas Livres”, a Igreja Ortodoxa e, de fato, todas as maiores tradições cristãs estão presentes na Alemanha de hoje.
Há séculos atrás, a Alemanha era formada por muitos reinos e principados mas estava unida por uma Igreja comum. A Reforma, conduzida entre outros por Martinho Lutero, resultou em cismas dentro da cristandade ocidental e depois em guerras entre forças católicas e protestantes. A Paz de Augsburg (1555) temporariamente pôs um fim a esses conflitos estipulando que o povo de cada reino ou principado iria aderir à fé de seu governante. Os que acreditavam de modo diferente foram forçados a se converter ou a se mudar para outra região. Essas determinações se aplicaram a luteranos e católicos, mas não aos seguidores de Calvino e aos anabatistas, que ficaram assim sujeitos a perseguição. A Paz de Augsburg vigorou por seis décadas até a vinda da Guerra dos Trinta Anos (1618-1648). A paz foi restabelecida pela Paz de Westphalia, desta vez, no entanto, com espaço para os calvinistas. Como resultado, o povo da Alemanha viveu com denominações regionais em isolamento. A diversidade confessional dentro de uma terra com um soberano era impensável e, por causa dos horrores da guerra, a desconfiança e a animosidade entre as denominações eram incontroláveis.
O século XIX viu o advento de outras Igrejas e denominações na Alemanha, entre elas a Batista e a Metodista bem como antigas Igrejas confessionais (a Luterana Antiga, a Antiga Reformada e a dos Antigos Católicos). Seu aparecimento era freqüentemente devido a movimentos internos de protesto nas Igrejas. Como resultado, essas Igrejas eram relativamente pequenas em número de adeptos e em sua maioria pouco inclinadas a relacionamentos ecumênicos.
Depois da Segunda Guerra Mundial, a situação das Igrejas cristãs na Alemanha mudou significativamente. Cerca de 12 milhões de pessoas de origem alemã fugiram ou foram expulsas da Europa Oriental. Quando se estabeleceram na Alemanha não houve nenhuma consideração da questão da denominação a que cada uma pertencia. Protestantes passaram a viver em áreas católicas e vice-versa. Como resultado, protestantes e católicos ficaram em contato mais próximo uns com os outros.
O crescimento industrial e econômico após a guerra criou grande necessidade do trabalho, resultando em acordos entre o governo alemão e muitos países mediterrâneos no que dizia respeito a “trabalhadores convidados”. Dessa maneira, pessoas da Itália, Espanha, Portugal, Grécia, Iugoslávia, Turquia, Marrocos e Tunísia vieram para a Alemanha, o que aumentou a diversidade confessional e religiosa no país. Isso levou particularmente a um aumento da presença ortodoxa na Alemanha. Embora se pensasse inicialmente que seu retorno aos países de origem fosse acontecer após um par de anos (daí o nome “trabalhadores convidados”) muitos permaneceram e deixaram sua marca na vida e na cultura alemã. A década de 1980 viu um aumento de imigrantes com raízes alemãs vindos da antiga União Soviética, muitos dos quais eram ortodoxos, batistas ou judeus. Em anos recentes, o terrorismo e o desequilíbrio social no Oriente Médio, África, Afeganistão, Ucrânia e muitos outros países tem gerado um grande fluxo de refugiados. Embora muitos deles fujam para regiões vizinhas, há um número crescente de migrantes tentando achar refúgio na Alemanha e em outros países europeus.
Na antiga Alemanha Oriental as Igrejas, especialmente as protestantes, desempenharam um papel chave nos eventos que levaram à derrubada do muro de Berlim (1989) e à queda do governo comunista. Mesmo isso, no entanto, não evitou que a fé cristã perdesse sua significância na Alemanha oriental. O jornal britânico The Gardian chegou ao ponto de descrever a Alemanha oriental como “o lugar da terra mais sem Deus”. As regras do governo comunista não eram absolutamente a única razão para a falta de religiosidade que lá se achava; a fé cristã tinha estado em declínio na Alemanha oriental mesmo antes que os comunistas assumissem o poder. O ateísmo lá não é absolutamente de natureza agressiva, como acontece com os chamados “novos ateus”. Em vez disso, é caracterizado por uma indiferença profundamente enraizada em relação a qualquer tipo de fé. Quando se perguntou às pessoas em Berlim se se consideravam crentes ou não crentes, uma pessoa respondeu: “Não sou uma coisa nem outra, sou normal.”
Hoje a Alemanha é o lar de pessoas de muitas diferentes origens e de diferentes crenças (ou nenhuma). Cerca de um terço da população pertence a uma das Igrejas regionais protestantes da EKD, um terço é de católicos romanos e menos de um terço não adere a fé alguma. 1,7% da população é de cristãos ortodoxos, outros 1,8% são membros de uma entre as Igrejas livres. Essas são principalmente Igrejas que têm fortes laços teológicos e históricos com a Reforma, mas não têm nenhuma ligação com o Estado como acontece com a Igreja Católica Romana e a EKD. 4,9% das pessoas na Alemanha são muçulmanas e 0,1% são judias.
As Igrejas na Alemanha ainda não superaram todas as suas diferenças, mas têm aprendido a trabalhar juntas. Durante o domínio dos nazistas havia cristãos que colaboraram com o governo. Outros, no entanto, ofereceram resistência e foram aprisionados ou enviados a campos de concentração. A experiência comum de viver e sofrer sob a ditadura nazista aproximou cristãos de diferentes tradições. Hoje, Igrejas alemãs fazem um trabalho muito melhor de cooperação para cumprir a missão da Igreja e testemunhar o Evangelho em palavras e obras. Como a Igreja Católica Romana e a EKD têm, cada uma, muitos membros, elas também são responsáveis por uma grande parte da cooperação ecumênica que acontece na Alemanha.
Muito do ecumenismo na Alemanha acontece em nível popular, como por exemplo na Semana de Oração da Aliança Evangélica e na Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos. Paróquias e congregações vizinhas freqüentemente organizam atividades ecumênicas como estudo bíblico, discussão de temas teológicos, festivais celebrativos, criando uma rede comum na Internet, visitando pessoas que são novas na comunidade e distribuindo panfletos com informação sobre as Igrejas cristãs numa estação de trem local. Esse tipo de trabalho é usualmente feito por voluntários que são membros das Igrejas locais. Em algumas regiões, congregações e paróquias entram em parcerias ecumênicas locais, assinando um acordo formal que molda sua cooperação. Esses acordos são geralmente baseados em acordos escritos semelhantes entre as lideranças das Igrejas envolvidas.
A cooperação ecumênica também acontece no nível das lideranças eclesiais. Por exemplo, um grupo de bispos católicos e protestantes da EKD se reúne duas vezes ao ano para discutir tópicos atuais que afetam as Igrejas. Um outro grupo discute temas teológicos, tais como o conceito de dignidade humana. Além desses encontros bilaterais, há também reuniões regulares entre representantes da Conferência de Bispos Ortodoxos com bispos católicos romanos e protestantes, respectivamente, e entre a Associação de Igrejas Livres e a EKD.
Grandes congressos eclesiais ou reuniões para membros de uma Igreja são fato comum no panorama cristão germânico. Para os católicos eles são chamados Katholikentage e para os protestantes Kirchentage. Ambos acontecem a cada dois anos e são organizados pelo Comitê Central de Católicos Alemães pelo Kirchentag (DEKT) Evangélico Alemão respectivamente. Em princípio, são primariamente encontros para os membros de uma Igreja, mas agora por muitos anos membros de diferentes Igrejas têm participado ou pelo menos sido convidados como visitantes palestrantes.
Em 2003 e 2010 todos os membros do Conselho Alemão de Igrejas se uniram para organizar um congresso semelhante em nível ecumênico que foi chamado um Ökumenischer Kirchentag. Muitos pontos que são importantes para a sociedade alemã foram discutidos ali (a crise financeira global, a mudança climática, questões éticas que dizem respeito à vida humana, à justiça, etc). De igual importância foram os muitos estudos bíblicos, discussões teológicas e cultos ecumênicos. Considerar esses encontros, especialmente o ecumênico Kirchentage, é uma excelente oportunidade para os cristãos na Alemanha demonstrarem que ainda estão ativos, mas também que estão preparados para trabalhar juntos e para envolver em diálogo o restante da sociedade alemã.
O Conselho de Igrejas na Alemanha
O Conselho de Igrejas na Alemanha (Arbeitsgemeinschaft Christlicher Kirchen, ACK) foi fundado em 10 de março de 1948, ou seja, uns poucos meses antes de ser estabelecido o Conselho Mundial de Igrejas. Os membros fundadores foram a EKD, Menonitas, Batistas, Metodistas e a Antiga Igreja Católica. Em 1974, dez anos após o decreto sobre ecumenismo ter sido assumido pelo Concílio Vaticano II, a Conferência dos Bispos Católicos da Alemanha se uniu ao Conselho de Igrejas. A Igreja Ortodoxa também se tornou membro em 1974. Depois da reunificação da Alemanha, os Conselhos de Igrejas da Alemanha oriental e ocidental se juntaram. Ambos tinham diferentes estruturas e membros, então foi necessário formar uma nova corporação ecumênica com novos estatutos. Hoje o Conselho de Igrejas na Alemanha tem 17 Igrejas membros. Além disso, seis Igrejas são membros convidados e quatro organizações ecumênicas têm status de observadoras.
Em 2003, durante o primeiro Kirchentag ecumênico em Berlim, representantes de todas as Igrejas membros do ACK celebraram um culto ecumênico e assinaram a Charta Oecumenicaproduzida pela Conferência das Igrejas Européias e pelo Conselho de Conferências Episcopais Européias da Igreja Católica Romana. O ACK também publicou seu próprio texto, que reflete sobre o significado da Charta Oecumenica no contexto alemão e mostra como a Charta pode ser posta em prática na Alemanha.
Em 2010, durante o segundo Kirchentag ecumênico em Munique, o ACK estabeleceu um “Dia Ecumênico da Criação”, implementando assim uma das recomendações da Charta Oecumenica. O Dia Ecumênico da Criação deve ser ao mesmo tempo um testemunho comum de nossa crença em Deus como Criador e um meio de nos lembrar nossa tarefa comum na preservação da criação de Deus. Esse Dia da Criação deve ser celebrado a cada ano na primeira sexta-feira de setembro. A celebração inicial do Dia Ecumênico da Criação foi coordenada pelo ACK numa Igreja Ortodoxa em Bruhl. Hoje o Dia da criação é observado em cidades por toda a Alemanha. O ACK estimula todos os cristãos alemães a celebrar esse dia e publica sugestões de cultos e material adicional antes de setembro, para que as pessoas possam usar no planejamento de sua própria celebração.
Um outro tópico a que o Conselho de Igrejas tem dedicado muito tempo e discussão é o Batismo. Em 2007 onze Igrejas membros assinaram um acordo sobre o mútuo reconhecimento do Batismo. Cinco membros do Conselho de Igrejas, entre eles menonitas e batistas, sentiram-se incapazes de assinar. Desde então, o ACK tem trabalhado mais ainda sobre o tema do Batismo. O assunto foi discutido na Assembléia Geral do ACK e uma conferência pública foi realizada em março de 2014. O ACK também consultou sobre o assunto o Conselho Ecumênico Finlandês.
Os artigos 10 e 11 da Charta Oecumenica recomendam a intensificação do diálogo com representantes da fé judaica e estimulam encontros entre cristãos e muçulmanos. De acordo com isso, o ACK tem trabalhado em conjunto com uma organização judaica e duas muçulmanas numa iniciativa chamada “Weißt du, wer ich bin?” (“Sabes quem eu sou?”). Essa iniciativa ofereceu aconselhamento e suporte financeiro para encorajar pessoas das três fés a conhecerem umas as outras e se envolverem em atividades em comum num nível popular. Uma jovem mulher muçulmana foi encarregada de coordenar esse esforço. Fundos também foram oferecidos por instituições estatais germânicas e européias.
O ACK também dedicou bastante reflexão ao documento “ Testemunho cristão num mundo multi-religioso”, e montou uma força tarefa para coordenar o trabalho sobre o assunto. Em 2014 uma conferência foi realizada e deu aos representantes das Igrejas membros do ACK e da Aliança Evangélica (EA) a oportunidade de discutir temas de testemunho e diálogo inter-religioso. Como resultado, a EA e o ACK têm desenvolvido relações de proximidade e a EA foi chamada a se unir ao ACK na condição de observadora.
Desafios ecumênicos
Um dos principais desafios ecumênicos que a Alemanha enfrenta é manter uma plataforma na qual Igrejas que são menores em número de adeptos possam encontrar face a face as duas grandes Igrejas. A Igreja Católica Romana e a EKD são mais ou menos do mesmo tamanho e têm os mesmos tipos de recursos à sua disposição. Por essa razão, sua cooperação vem naturalmente e cobre uma grande variedade de tópicos – tudo desde casamentos inter-eclesiais a questões concernentes ao relacionamento entre Igreja e Estado. Muitas vezes, porém, trabalham em conjunto numa base estritamente bilateral, tendo como resultado que as outras Igrejas e mesmo a própria ECK freqüentemente não têm sua devida palavra em assuntos ecumênicos. Fazer justiça ao fato de que há mais de duas Igrejas na Alemanha e estimular o discurso e a colaboração multi-laterais são alguns dos objetivos centrais do ACK.
Outro desafio é a frustração que muitas pessoas sentem, especialmente aquelas que têm trabalhado por um longo tempo no nível popular, quando não podem ver algum progresso nos assuntos ecumênicos. Essa frustração é sentida mais severamente quando se trata de partilhar a Ceia do Senhor entre fronteiras confessionais, conhecida como partilha eucarística. Na Alemanha há um grande número de casais que pertencem a Igrejas diferentes. Eles não somente anseiam pela possibilidade de tomar juntos a comunhão, mas muitos também sentem profundamente que o movimento ecumênico deveria estar produzindo mais frutos e ficam insatisfeitos quando vêem estagnação em vez de corajosos avanços.
Muitas pessoas na Alemanha hoje não têm real conhecimento da fé cristã e não parecem interessadas em compreendê-la, menos ainda em aderir a ela. Se as Igrejas assumirem seriamente a missão de “ir a todas as nações e fazer discípulos” (Mt 28,19) deve ser para elas uma prioridade envolver essas pessoas em diálogo. Em vez de lidar com esse desafio individualmente, as Igrejas deveriam enfrentá-lo juntas, aprendendo umas com as experiências de outras e se encorajando mutuamente. Colocar o foco na sua fé comum pode apenas fortalecer a ligação entre as Igrejas. Também tentar comunicar juntas a fé cristã de um modo compreensível pode levar as próprias Igrejas a uma compreensão mais profunda de sua própria fé. O 500º aniversario da Reforma pode ser visto como uma oportunidade para relembrar ao público – tanto cristãos como também os que não crêem- o que a fé cristã tem como centro: o amor de Deus em Cristo para nós, humanos, e para toda a criação. É por isso que as Igrejas na Alemanha decidiram fazer desse aniversário uma celebração de Jesus Cristo (“Christusfest”).
SEMANA DE ORAÇÃO PELA UNIDADE DOS CRISTÃOS
Temas de 1968 a 2017
Em 1968, materiais preparados em conjunto pela Comissão Fé e Ordem
 do Conselho Mundial de Igrejas e pelo pontifício Conselho
 para a Unidade dos Cristãos foram usados pela primeira vez.
1968 Para o louvor de sua glória (Efésios 1,14)
1969 Chamados à liberdade (Gálatas 5,13)
(Encontro preparatório em Roma, Itália)
1970 Somos colaboradores de Deus ( 1 Coríntios 3,9)
(Encontro preparatório no monastério de Niederaltaich, na República Federal Alemã)
1971  ... e a comunhão do Espírito Santo (2 Coríntios 13.13)
1972  Eu vos dou um novo mandamento (João 13,34)
(Encontro preparatório em Genebra, Suíça)
1973 Senhor, ensina-nos a orar (Lucas 11,1)
(Encontro preparatório no mosteiro de Montserrat, Espanha)
1974 Que toda língua confesse: Jesus Cristo é o Senhor (Filipenses 2, 1-13)
(Encontro preparatório em Genebra, Suíça)
1975 Plano de Deus: todas as coisas em Cristo (Efésios 1,3-10)
(Material de um grupo australiano. Encontro preparatório em Genebra, Suíça)
1976 Seremos como Ele (João 3,2) ou Chamados a ser o que somos
(Material da Conferência Caribenha de Igrejas; encontro preparatório em Roma, Itália)
1977 A esperança não nos decepciona (Romanos 5,15)
(Material do Líbano, no meio de uma guerra civil; encontro preparatório em Genebra, Suíça)
1978 Não sois mais estrangeiros (Efésios 2,13-22)
(Material de uma equipe ecumênica em Manchester, Inglaterra)
1979 Servi uns aos outros para a glória de Deus (1 Pedro 4,7-11)
(Material da Argentina; encontro preparatório em Genebra, Suíça)
1980 Que venha o teu Reino! (Mateus 6,10)
(Material de um grupo ecumênico em Berlim, República Democrática Alemã; encontro preparatório em Milão)
1981 Um Espírito – muitos dons – um só corpo (1 Coríntios 12,3b-13)
(Material dos Graymoor Fathers, USA; encontro preparatório em Genebra, Suíça)
1982 Que todos estejam na tua casa, Senhor (Salmo 84)
(Material do Quênia; encontro preparatório em Milão, Itália)
1983 Jesus Cristo - a Vida do mundo (1 João 1,1-4)
(Material de um grupo ecumênico na Irlanda; encontro preparatório em Céligny, Suíça)
1984 Chamados a ser um pela cruz de nosso Senhor (1 Coríntios 2,2 e Colossenses 1,20)
(Encontro preparatório em Veneza, Itália)
1985 Da morte à vida com Cristo (Efésios 2,4-7)
(Material da Jamaica; encontro preparatório em Grandchamp, Suíça)
1986 Vós sereis minhas testemunhas (Atos 1,6-8)
(Material da Iugoslávia - Eslovênia ; encontro preparatório na Iugoslávia)
1987 Unidos em Cristo – uma nova criação (2 Coríntios 5,17 a 6,4a)
(Material da Inglaterra; encontro preparatório em Taizé, França)
1988 O amor de Deus afasta o medo (1 João 4,18)
(Material da Itália; encontro preparatório em Pinerolo, Itália)
1989 Construindo a comunidade: um só corpo em Cristo (Romanos 12,5-6a)
(Material do Canadá; encontro preparatório em Whaley Bridge, Inglaterra)
1990 Que todos sejam um... para que o mundo creia (João 17)
(Material da Espanha; encontro preparatório em Madri, Espanha)
1991 Louvai ao Senhor, todas as nações (Salmo 117 e Romanos 15,5-13
(Material da Alemanha; encontro preparatório em Rotenberg an der Fulda, República Federal da Alemanha)
1992 Estou convosco sempre... Ide, portanto. (Mateus 28,16-20)
(Material da Bélgica; encontro preparatório em Bruges, Bélgica)
1993 Dando frutos no Espírito para a unidade cristã (Gálatas 5,22-23)
(Material do Zaire; encontro preparatório em Zurich, Suíça)
1994 A casa de Deus: chamados a ser um no coração e na mente (At 4,23-37)
(Material da Irlanda; encontro preparatório em Dublin, República da Irlanda)
1995 Koinonia: comunhão em Deus e uns com os outros (João 15,1-17)
(Material de Fé e Ordem; encontro preparatório em Bristol, Inglaterra)
1996 Eis que estou à porta e bato (Apocalipse 3, 14-22)
(Material de Portugal; encontro preparatório em Lisboa, Portugal)
1997 Em nome de Cristo, reconciliai-vos com Deus (2 Coríntios 5,20)
(Material do Conselho Ecumênico Nórdico; encontro preparatório em Estocolmo, Suécia)
1998 O Espírito socorre a nossa fraqueza  (Romanos 8,14-27)
(Material da França; encontro preparatório em Paris, França)
1999 Deus habitará com eles. Será seu Deus e eles serão seu povo (Apocalipse 21,1-7)
(Material da Malásia; encontro preparatório no mosteiro de Bose, Itália)
2000 Louvado seja Deus, que nos abençoou em Cristo (Efésios 1,3-14)
(Material do Conselho de Igrejas do Oriente Médio; encontro preparatório em La Verna, Itália)
2001 Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida (João 14,1-6)
(Material da România; encontro preparatório em Vulcan, România)
2002 Em ti está a fonte da vida (Salmo 36,5-9)
(Material do CEEC e CEC; encontro preparatório perto de Augsburg, Alemanha)
2003 Trazemos este tesouro em vasos de argila (2 Coríntios 4,4-18)
(Material das Igrejas da Argentina; encontro preparatório em Los Rubios, Espanha)
2004 Eu vos dou a minha paz (João 14,23-31 e João 14,27)
(Material de Aleppo, Síria; encontro preparatório em Palermo, Sicília)
2005 Cristo, o único fundamento da Igreja (1 Coríntios 3,1-23)
(Material da Eslováquia; encontro preparatório em Piestany, Eslováquia)
2006 Quando dois ou três se reúnem em meu nome, eu estou no meio deles (Mateus 18,18-20) (Material da Irlanda; encontro preparatório em Prosperous, Co. Kildare, Irlanda)
2007 Ele faz os mudos falarem e os surdos ouvirem (Marcos 7,31-37)
(Material da África do Sul; encontro preparatório em Faverges, França)
2008 Orai sem cessar (1 Tessalonicenses 5, 12a. 13b- 18)
(Material dos USA; encontro preparatório em Graymoor, Garrison, USA)
2009 Unidos em tua mão (Ezequiel 37, 15-28)
(Material da Coréia; encontro preparatório em Marselha, França)
2010 Vós sois testemunhas disso (Lucas 24,48)
(Material da Escócia; encontro preparatório em Glasgow, Escócia)
2011 Unidos no ensinamento dos apóstolos, na comunhão fraterna, na fração do pão e nas orações. (Cf Atos 2,42)
(Material da Jerusalém; encontro preparatório em Saydnaya, Síria)
2012 Todos seremos transformados pela vitória de nosso Senhor Jesus Cristo (cf 1 Coríntios 15, 51-58)
(Material da Polônia; encontro preparatório realizado em Varsóvia, Polônia)
2013 O que Deus exige de nós? (cf. Miquéias 6,6-8)
(Material da Índia; encontro preparatório realizado em Bangalore, Índia)
2014 A caso o Cristo está dividido ? (1 Cor 1, 1-17)
(Material da Canadá; encontro preparatório realizado em Montréal, Canadá)
2015 Jesus lhe disse: Dá-me de beber (João 4,7)
(Material do Brasil; encontro preparatório realizado em São Paulo, Brasil)
2016 Chamados a proclamar os altos feitos do Senhor (cf. 1 Pedro 2, 9)
(Material da Látvia; encontro preparatório realizado em Riga, Látvia)
2017 Reconciliação – É o amor de Cristo que nos impele (cf. 2 Coríntios 5,4-20)
(Material da Alemanha; encontro preparatório realizado em Wittenberg, Alemanha)
DATAS FUNDAMENTAIS NA HISTÓRIA
 DA SEMANA DE ORAÇÃO PELA UNIDADE DOS CRISTÃOS
1740 Na Escócia, surgiu um movimento pentecostal, ligado à América do Norte, cuja mensagem de reavivamento incluía preces por e com todas as Igrejas.
1820 O Rev. James Haldane Stewart publica “Orientações para a união geral dos cristãos para o derramamento do Espírito”.
1840 O Rev. Ignatus Spencer, convertido ao catolicismo romano, sugere uma “União de oração pela unidade”.
1867 A Primeira Conferência de Bispos Anglicanos em Lambeth destaca a oração pela unidade no Preâmbulo de suas Resoluções.
1894 O papa Leão XIII estimula a prática de Oitava de Oração pela Unidade, no contexto de Pentecostes.
1908 Primeira vivência da Oitava da Unidade Cristã, iniciativa do Rev. Paul Wattson.
1926 O movimento Fé e Ordem começa a publicar “Sugestões para uma oitava de oração pela unidade cristã.”
1935 O abade Paul Couturier defende uma “Semana Universal de Orações pela Unidade dos Cristãos”, baseada em preces inclusivas pela “unidade que Cristo quiser, pelos meios que ele quiser”.
1958 A Unidade Cristã (Lyons, França) e a Comissão Fé e Ordem do Conselho Mundial de Igrejas começam a preparar em cooperação os materiais para a Semana de Oração.
1964 Em Jerusalém, o papa Paulo VI e o patriarca Athenagoras I rezam juntos a prece de Jesus para “que todos sejam um” (João 17)
1964 O decreto sobre Ecumenismo do Vaticano II enfatiza que a oração é a alma do movimento ecumênico e incentiva a observância da Semana de Oração.
1966 A Comissão Fé e Ordem do Conselho Mundial de Igrejas e o Secretariado para a Promoção da Unidade dos Cristãos (hoje conhecido como Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos) começam a preparar oficialmente juntos o material da Semana de Oração.
1968 Primeiro uso oficial do material da Semana de Oração preparado em conjunto por Fé e Ordem e pelo Secretariado para a Promoção da Unidade dos Cristãos (hoje conhecido como Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos).
1975 Primeiro uso de material da Semana de Oração baseado em uma versão inicial de texto preparada por um grupo ecumênico local. Um grupo australiano foi o primeiro a assumir esse projeto, na preparação do texto inicial de 1975.
1988 Os materiais da Semana de Oração foram usados na celebração de fundação da Federação Cristã da Malásia, que une os grupos cristãos majoritários do país.
1994 Um grupo internacional prepara o texto para 1996, incluindo representantes de YMCA e YWCA (Associação Cristã de Moços/as).
2004 Formaliza-se um acordo pelo qual os materiais da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos serão publicados e produzidos no mesmo formato por Fé e Ordem (WCC) e pelo Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos (Igreja Católica).
2008 Comemoração do centésimo aniversário da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos (sua predecessora, a Oitava da Unidade Cristã, foi observada pela primeira vez em 1908).


[1] Este texto é da inteira responsabilidade do grupo ecuménico especialmente constituído pelo Conselho das Igrejas da Alemanha (ACK), para a redação do projecto de texto para a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos 2017.